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terça-feira, 21 de maio de 2013

Perfeitamente perfeito!

Alguém poderá dizer que isso não é perfeito?! Lindo, lindo, lindo!!! 



Beijos emocionados...


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reality show com bebês? E tudo o que você precisava saber sobre desmame de um NÃO profissional no assunto...

Desculpem o texto meio atrapalhado e cheio de energia raivosa (rsr). Eu o tirei do meu face e copiei para cá, por quero fazer eco naquilo que tenho lido sobre o infeliz programa da Ana Maria Braga e o Reality Show com bebê... BIzarro!

To chocada com a programinha de m$#@ da Ana Maria Braga que colocou um cara "educador" (de m$#@ por sinal) falando que tem 4 marcos de desenvolvimento do bb e que o desmame vem antes do falar??????

Que raio é isso????

Esse cara não conhec
e as orientação alimentares da OMS???

Pra ele é assim, andou é sinal que o desmame pode vir em seguida...

Pra ele "crescer" - como se desmamar fosse fazer de seu filho um crescidinho - é necessário desmamar. Alguém pergunta pra ele onde está a função cerebral de amadurecimento biológico nisso,por favor?

Para ele a única conecção que o bebê consegue estabelecer com a mãe, mesmo crescido, seria pela amamentação, por isso ele precisa do desmame para dar este passo além. Então se eu amamentar minha filha até 5 anos ela continuará, mentalmente impossibilidade de desenvolver outras maneiras de se conectar a mim? Jura mesmo que ele acredita nisso?

Sabe o mais triste? Um troço desse é veiculado num rede nacional de alta visibilidade como verdade absoluta. As pobres das mães simplesmente fecham os olhos e seguem... E quantos e quantos bebês não sofrem por isso?

Uma coisa a escolha pessoal de cada uma, movimentada seja lá por qual razão, outra coisa é essa manipulação de ideias e modo de vida! Ahhhh pelo amor hein!

Recadinho: o desmame natural acontece SIM! Ele é tranquilo e feliz quando respeitamos as necessidades dos BEBÊS e não a nossa! Mãe e filho precisam ser felizes? Claro! Mas tem um único detalhe, você, mãe, é crescida, dona de si e conhecedora de tudo o que a rodeia, seu filhinho ainda não! Pra ele o único recado que ele recebe num desmame radical como o sugerido pelo "educador" é "pq minha mãe está fazendo isso comigo?"

Tenham paciência, a natureza é sábia e relação sadia entre mãe e filho resulta num desmame feliz!

PS: há situações bem peculiares, que merecem atenção diferenciada, mas sabemos que estas são minoria correto? Exceção, e como exceção deve ser tratada assim!

A


Agora segue o link do posto mais detalhado sobre o assunto:

Precisamos nos fazer ouvir, fazer eco e acabar com estas coisas estapafúrdias que ocorrem a torto e a direito...

E faço um apelo as mães e pais, por favor, se informem em fontes decentes, pesquisem, ponderem, usem sua intuição... Criar filhos não é simples, realmente, mas delegar a outros sua função, ou escolher caminhos muito mais fáceis, sem tantos sacrifícios é um preço muito caro... Antes fosse um preço que cada um de vocês pagassem, mas no fim quem paga são os filhos! Sabe, aqueles que não pediram para existir? Aqueles que foram desejados? Pois então, esses mesmos...

O mercado, o capitalismo não está interessado no seu bem estar e na sua felicidade, eles estão preocupados com o bolso deles e os pais atarefados, as mulheres ditas modernas se tornaram alvo fácil fácil para eles... E sabe de uma coisa? Eles estão de parabéns! (só que não!)

Beijos
hoje tristes e indignados

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Violência obstétrica - A voz das brasileiras!

Hoje é uma postagem especial!

Participei de uma pesquisa de âmbito nacional cooperando para a coleta de dados sobre a violência obstétrica que muitas brasileiras sofrem quando vão dar a luz aos seus bebês. É uma realidade tão triste do nosso país que está mais do que na hora de dar um basta! Porque os profissionais que estão ali justamente para dar apoio, informação são os primeiros a coagir, maltratar, punir e ironizar estas mulheres...

Como? Porque? É o que todas gostaríamos de saber...

Com que direito, por exemplo, uma enfermeira vira em tom de piada e deboche para uma recém-mãe na alta do hospital e diz "até ano que vem mãezinha"? Quem é ela pra sugerir que ela dali um ano estará com outro filho nos braços? E se for, o que ela tem a ver com isso?! Faz parte das designações do trabalho dela este tipo de comentário? Isso não é invenção, é real!

Ao assistir ao vídeo fiquei muito emocionada... Cada história... que me faz pensar o que passa na cabeça de um "profissional" da saúde para tratar as mulher, num momento destes, assim?!

Tire um tempo e ASSISTA ao vídeo!



Eu nem imaginava, mas sofri mais violências do que eu imaginava...

Eu tive a sorte de conhecer o modelo obstétrico brasileiro ainda grávida. Pude aprender muitas coisas, ficar atenta a outras... Mas hoje vejo que ainda havia ingenuidade em mim...

Eu sofri sim violência obstétrica, e aqui vai meu relato:

Durante o pré-natal, ao deixar meu médico ciente de que eu queria parto normal, e ao ele me dizer que faria sim "se tudo estivesse ok", perguntei sobre a episiotomia e ele sem dizer nada primeiro pegou um livro de medicina da gaveta da mesa, acertadamente abriu numa página onde havia desenho de diferentes graus de laceração do períneo por conta do não uso da episiotomia... Eu olhei aquilo com certo desdém, sabia que aquilo não era daquela forma. Que eram dados que não foram baseados em pesquisas científicas, em fatos e sim num cara a trocentos anos atrás que concluiu que era daquele jeito e fizeram DESENHOS para ilustrar o que poderia ocorrer. Disse que tudo bem , que podia lacerar, mas não queria que cortasse. O médico ainda tentou me persuadir, e por fim, sem eu ceder, falou, tudo bem, você que sabe, não posso garantir que não te aconteça nada... Com aquela cara, sabe, de quem quer dizer "se você quer se ferrar..."

A seguinte foi numa outra consulta médica, com outro GO que ao me perguntar sobre o parto normal que eu estava dizendo querer, me perguntou sobre a anestesia e eu disse que não queria. Ele disse bem assim: "isto você tem que avaliar bem, porque vocês dizem que não querem e depois não vai dar mesmo. Ou eu deixo o anestesista lá ou depois não dá pra chamar não!" Bom quer dizer que se houvesse uma emergência e precisasse de uma cesária ela seria feita a sangue frio? Coerção!

A próxima foi no hospital. Na sala do pronto socorro conversando com o médico e explicando minha decisão por um PN ele tentou de todas as formas que tinha me dissuadir de tentar um. Ao rebater todas suas possíveis e mentirosas indicações para uma cesária naquele momento ele fez o que foi certeiro. Começou a contar histórias de bebês que haviam morrido porque, segundo ele, as mães insistiram muito num PN! Falava coisas do tipo "ah eu fiquei lá, como a mãe queria né, mas não deveria ter aceitado, uma hora fiz um exame de toque e os cabelinhos do bebê já saíram na minha mãe, ele já estava morto... Mas você quem sabe... tem esses riscos aí..."

A quarta violência sofrida foi durante o preenchimento da ficha pela enfermeira chefe. Eu estava sem exames (que nunca me disseram que era necessário levar quando a hora chegasse, apenas o cartão da grávida) e meu cartão de grávida estava incompleto, pois passei por vários GOs e sempre fiquei com vergonha de dar o mesmo cartão para todos... Estava com o mais recente e a enfermeira sugeriu que meu marido fosse buscar os exames para ela ter certeza do que eu estava falando era verdade. Não queria acreditar nas minhas respostas, até que eu, já muito nervosa e irritada com a postura dela, fui grossa e estúpida, daí ela parou um pouco e escutou o que eu tinha pra falar.

A quinta violência sofrida foi na hora da anestesia. Durante a admissão eu já havia informado do meu medo a respeito daquele momento. Ao chegar no CC não me apresentaram o anestesista, ao me colocarem sentada eu imediatamente pedi para me avisarem quando o procedimento começasse porque eu estava tendo contração e não queria a anestesia no momento de uma, queria ser avisada para me preparar... Daí sem mais nem menos me jogam algo nas costas, eu desavisada retraio o corpo instintivamente e me seguram com mais força e começam duas enfermeiras a falar ao mesmo tempo "não, não faz isso não, relaxa" COMO??? Alguém explica como uma pessoa assustada, sem saber o que vai acontecer relaxa??? Entrei em pânico, e acredito que para acabar logo com a coisa já começam a dar a anestesia sem eu ser avisada nem nada... 1, 2, 3, 4, 5 vezes. CINCO picadas, CINCO forçadas na coluna, repuxões de um lado da perna, do outro também e NINGUÉM FALAVA COMIGO! Eu estava aterrorizada, gritando, chorando, desesperada achando que aquelas sensações iriam me aleijar! E o médico sentado a uns 3 metros de distância, braços cruzados, pernas cruzados, placidamente me falando "se você tivesse um aparto normal também levaria anestesia" Como se dissesse que não precisava aquele escândalo, aquilo aconteceria de qualquer maneira!

A sexta foi ter ficado amarrada a mesa, coisa completamente desnecessária.

A sétima foi minha filha não ser mostrada para mim, não falarem comigo dando informações sobre a condição que ela havia nascido. Não me deixaram pegá-la e nem pude amamentar na primeira hora. Só vi seu rostinho e nem consegui beijá-la. A levaram e nem disseram para onde, eu só falava para meu merido ficar com ela, ir atrás dela!

A oitava foram os médicos indecoroso falando a respeito de erro médico enquanto me fechavam. Erros com colegas ginecologistas, tais como gaze deixada no útero, agulha esquecida e etc... Eu ali aberta escutando tudo isso,

A nona foi ter ficado sozinha diversas vezes neste período de finalização sem ninguém falar comigo ou dizer o que  aconteceria em seguida.

A décima foi a bebê presa dentro do berçário pq as roupinhas não haviam chegado e negaram mandá-la para o quarto com o cobertor do hospital, nos negando o contato imediato após o nascimento.

A décima primeira foi a falta de explicações quanto ao estado da minha filha. Recebia recados pelas técnicas de enfermagem que nada sabiam explicar enquanto que a pediatra não se dava o trabalho de ir até o quarto explicar NADA. Só conseguimos alguma coisa depois de exigir e um pequeno piti para ela aparecer laaaaaáa depois do plantão!!!

A décima segunda foi a negação do meu sofrimento físico pós cirurgia. Ninguém acreditava que eu estava sentindo o tanto de dor que eu dizia... Nada foi feito para melhorar a não ser analgésicos comuns e nada mais! Recebi alta com 2 dias de cirurgia sem condição NENHUMA de voltar para casa. Mas mesmo assim "te vira minha filha"!

A décima terceira (e a gota d'água) foi, ao ir embora, cruzar com o clinico geral do PS e escutar dele que eu tinha tomado a decisão certa, melhor, pq assim eu não prejudicava nada lá embaixo, ficava com tudo inteiro sem precisar de uma cirurgia para consertar!!!!!!!!!

Eu já escrevi muito...

Que quiser saber informações a respeito da pesquisa e tudo mais no blog Cientista Que Virou Mãe você encontra muitas informações!

Mas sabe o que é o mais duro de tudo? É que somos nós mulheres que precisamos ficar de olhos abertos, desconfiadas, quando o sistema de saúde deveria nos dar aporte e confiança... Hoje confiar em quem? Em quase ninguém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desfralde

Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz com o desfecho do desfralde que vou relatar!!! Aconteceu mês passado.

A Lara nunca fez muita questão de ficar sem fralda. E por isso eu achava que ela ia demorar MUITO para desfraldar ainda. Tanto foi que comprei duas fraldas de pano importadas, que iam demorar um pouco a chegar porque sabia que daria tempo suficiente para usar.

Lara já estava pronta. Sabia pedir, sabia se vestir sozinha, já tinha uns horários mais ou menos regulares, então poderia iniciar o desfralde.

Mas confesso que a ideia de ficar atrás o tempo todo, de ficar secando xixi pela casa, colchão, sofá e onde mais pudesse acontecer me dava preguiça de começar.

Então comecei a perguntar mais vezes se ela queria usar o banheiro e ela sempre recusava. COcô então nem queria que eu tirasse, queria ficar com a fralda... As vezes era na marra (vai entender, Freud deve explicar).

Um belo dia visitando a doceria de uma amiga que tem filho na mesma idade da Lara ela perguntou das fraldas, falei como andávamos e ela na mesma. Até falei que achava que a Lara ia demorar, que eu já tinha desencanado de desfralde, e tinha mesmo. Fechei os ouvidos para que o povo fala e segui na minha vidinha rsrs.

Dois dias depois eu estava no banheiro e ela pediu para usar, que queria fazer cocô. Segurou até eu ajeitar o  redutor e coloquei ela. E ela fez tudo o que precisava, sem cerimônia nenhuma. Fizemos muita festa, beijei, abracei, parabenizei! E ela ficou muito feliz e orgulhosa. Daquele dia em diante não quis mais a fralda.

Nos dois dias seguintes ela deixou escapar 3 vezes, acho que tinha esquecido que estava sem. Daí foi uma semana lisinha, sem nenhum escape, pedindo bonitinha para usar o banheiro. Ficou uns dias com intestino preso por conta da mudança acredito.

Uma semana depois do feito ela começou a acordar a noite choramingando, e eu achando que ela tinha despertado ou tido um sonho ruim, quando atinei que podia ser xixi. Coloquei ela no vaso e ela fez, e voltou a dormir imediatamente. Ai que coisa mais linda... Naturalmente ela se adaptou àquilo.

Ainda fiquei com receio de escapar e continuei a colocar fralda para dormir. Na semana seguinte ela não deixou colocar e desde então SEM NENHUMA FRALDA. 100% desfraldada!

Eu fiquei tão, mas tão feliz com a facilidade que foi tudo, que estou imensamente agradecida a Deus por isso!

Parece que foi mais um sinalzinho que o 2º bebê está mais próximo de vir... Porque eu dizia que queria o 2º só com a primeira desfraldada e frequentando escola. As coisas estão acontecendo heheh

Hoje olhando em retrospecto tenho certeza que a paciência em esperar o momento dela de verdade, independente de prontidão física e verbal, foi um dos grandes motivo do sucesso... Sem pressão, e sem pressa. Deus tudo muito certo!

Feliz, feliz, feliz!

Beijos

domingo, 18 de setembro de 2011

Parto domiciliar: quando o risco não é necessário

Olá a todas!

Hoje vi uma reportagem da revista Veja, que eu já estava esperando um tempinho para aparecer, pois soube, por uma lista que participo, que a mesma sairia e já sabíamos o tom que a reportagem teria...

Não deu outra! Ela é literalmente tendenciosa, não tem argumentos necessários, não usa de informações dos dois lados e com certeza só entrevistou médicos contrários a prática do parto domiciliar - que são a maioria.

Em tempo, é bom aqui esclarecer minha revolta e minha briga. EU acredito no parto domiciliar, acompanhado devidamente, seja por parteira ou obstetra, com neonatologista e com um plano B traçado, combinado e bem estruturado (desta forma quase nada pode dar errado). Mas também acredito no parto hospitalar, desde que este seja verdadeiramente humanizado, sem desrespeito a mulher que está em trabalho de parto, nem ao bebê que nasce. E sim sou totalmente CONTRA as CESÁREAS eletivas ou desnecessárias. Mas cada macaco no seu galho!

Segue agora partes da reportagem que mais me saltaram aos olhos e que coloco aqui para rebatê-las, não somente como mulher, mas como mulher que foi grávida, passou pela tentativa do parto domiciliar, entrou no sistema do hospital e foi verdadeiramente atropelada por ele! É claro que muitas mulheres que leiam isso poderão dizer que eu sou louca e que não foi nada disso que aconteceu com elas, e eu respeitosamente vou lhes responder que provavelmente você não ficou a mercê do sistema porque estava muito bem acompanhada por médicos humanizados; que você preferiu a cesárea e tudo saiu conforme planejado (impossível ser o contrário, você estAVA a favor da maré!); ou que você é uma puta sortuda!!!

Vamos lá:


“É regra que, dadas as condições, não faz mais sentido realizar um parto dentro casa, sujeito a problemas com consequências potencialmente desastrosas que poderiam ser resolvidas em um hospital.”
Tá até pode até acontecer, mas você também correr riscos no hospitais, tanto quanto em casa, com uma ligeira diferença, diferença essa que o profissional que estiver atendendo em casa será capaz de observar com certa antecedência, aliás, somente partos de baixo risco são feitos em domicílio, caso contrário, só no hospital. Além disto o que fazer se você sabe que indo para um hospital terá um atendimento muito pior do que ter em casa um médico(a)/parteira e neonatologista todinho para você?! Sabendo que terá todo acompanhamento pessoal que NUNCA teria no hospital!

"Regra, no entanto, que algumas mulheres moradoras de grandes centros urbanos, com todas as condições de usufruir desses avanços da medicina, questionam e ignoram. Essas mulheres defendem o parto à moda antiga, dentro de casa.”
1º faz parecer que o parto domiciliar é um capricho, e não é! Se quem fez a reportagem tivesse tido o privilégio de conversar com mulheres que preferiram parir em casa, entenderia os reais motivo... A TV, a mídia, as famosas fizeram assim parecer, querendo ou não. Mas eu lhes digo, não é um capricho, é a busca pelo melhor, pelo respeito! 2º O que estas mulheres defendem é o respeito pelo direito de escolher as vias de parto e assim ter um profissional ao seu lado que possa lhe orientar e ajudar quando os planos forem frustrados e for NECESSÁRIA uma intervenção, como isso NUNCA acontece nos hospitais as mulheres estão buscando espaços onde este respeito aconteça e desta maneira se sintam seguras por que sabem que se seu médico lhes disser que não dá mais, é porque realmente não dá!

"Com toda a estrutura disponível, considero o parto em casa um retrocesso. A bandeira que precisa ser levantada é a da garantia de hospitais de ponta, cada vez mais preparados para atender à gestante", diz Vera Fonseca, da Comissão para o Parto Normal do CFM e secretária executiva adjunta da Febrasgo."
CONCORDO sobre a bandeira!!! Antes de tudo muito deve ser feito para se conseguir este atendimento humanizado que procuramos. Também é necessário ensinar os novos médicos a fazerem parto vaginal, que episiotomia não é necessária como rotina, nem a tricotomia, nem a lavagem! Além disso é preciso ter liberdade de agir, de parir. É preciso ensinar as enfermeiras e médicos que gritos, gemidos e etc faz parto do processo do trabalho de parto e que se uma mulher escolhe passar por isso ela não é louca ou coisa parecida, é a ESCOLHA dela, ela tem suas razões (que são muitas na real, mas não cabe a este post), é preciso uma mudança radical na mentalidade médica e hospitalar para que os mesmos consigam atender as reais necessidades de mulher que deseja parir naturalmente.

"Assumir riscos alegando uma medicina humanizada é uma involução. A medicina bem feita vai da relação entre médico, gestante e equipe envolvida. E é desse relacionamento que se dá a humanização do parto", diz.
Esta relação não existe na realidade na maioria dos casos – salvo as pessoas que tem privilégio de bancar sua equipe completa dentro da sala de parto. Desta forma a revista faz alusão a uma minoria da população. Por um acaso ninguém aqui conhece a história de alguém que teve seus filhos em hospital público que contou as barbaridades que as enfermeiras, técnicas e etc dizem as mulheres em trabalho de parto??? Eu escutei isso dentro da minha família, eu fugi de um hospital público como o diabo foge da cruz, mesmo sabendo que minhas chances de parto normal lá eram maiores! Aqui, estes entrevistados não dizem que esta tal relação é unilateral né? Quer dizer, o médico impõe, veladas ou não, suas vontades e opinião particular e a gestante vai sendo levada pela maré até o dia em que é sentenciada a cesárea , na maioria dos casos, ou mesmo a um parto normal que de humanizado não tem nada.

"É ela quem escolhe a posição em que deseja dar à luz ou mesmo se quer ou não tomar anestesia no parto normal. Cada vez mais estamos nos preparando para que a mulher tenha voz ativa."
Isso aqui é a maior MENTIRA do mundo!!! Só consegue escolher a posição do parto aquelas que tem acesso as salas de LDR e mesmo assim não desta forma como colocam não! Eu conheci mulheres que aceitaram anestesia de tanto a enfermeira perturbar o trabalho de parto, ela já estava tão de saco cheio daquela mulher invadindo o espaço dela que aceitou para acabar com a história de uma vez por todas... E quantas outras mulheres também não aceitam uma cesárea, uma intervenção, para “acabar de vez com a história” e ter paz? Isso ninguém fala...

Em sequência a resvista mostra os pontos de vista das duas opções... vamos ver que se fala:

Conforto
Em casa: Segundo as defensoras do parto domiciliar, existe maior conforto em se dar à luz em casa, onde o ambiente é familiar e é possível ter parentes ao redor.

No hospital: A presença de familiares também é permitida dentro dos hospitais, em número limitado. Em algumas instituições já existem quartos adaptados para o parto. Nesses lugares, a decoração é pensada para que o ambiente se assemelhe a um quarto domiciliar. “Antigamente a única opção era ir para uma sala cirúrgica, dessas que se vê na televisão. Mas hoje já existe o que chamamos de labor delivery room, uma sala própria onde ela fica do início do trabalho de parto até depois de dar à luz”, diz Antonio Julio de Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina.
É MENTIRA dizer que familiares são permitidos dentro dos hospitais, é quase um absurdo dizer isso. Qualque mulher que tenha tido ou tentado ter seu filho de parto normal sabe que só 1 acompanhante é permito e mesmo assim, mesmo com a lei, muitas ainda tem que brigar para ter seu direito, de ter o pai ou outro acompanhante, junto todo o processo como a lei permite que tenha, trabalho de parto, parto e pós-parto acompanhada!!! Realmente as salas lembram um quarto, mas isso não quer dizer que a mulher esteja a vontade para permitir que seu corpo dê a luz.

Ponto para o parto domiciliar, conforto total, limite ou não de acompanhantes ao gosto da parturiente.

Parto
Em casa: Quando dá à luz em casa, a mulher tem total liberdade para escolher a posição em que quer ter seu filho. Como não há limitação estrutural do hospital, ela é livre para decidir entre dentro da água, de cócoras, de lado ou deitada.
No hospital: Quanto mais especializado em parto o hospital, mais infraestrutura ele terá. Isso significa que maternidades, por exemplo, já possuem estrutura suficiente para que a mulher consiga escolher como quer dar à luz. Há desde camas adaptadas para diversas posições, como banheiras em tamanhos adequados para que o obstetra consiga trabalhar.

Bom aqui há dois erros, um deles é o “obstetra trabalhar”, isso já mostra no que o médico que deu esta opinião pensa. Pensa que ele é que faz o parto e não a mulher, por conseqüência ele deve acreditar na anestesia, na episiotomia, porque se não, ele nem tem o que fazer num parto não é mesmo??? Outro erro é dizer que dá para fazer de tudo, MENTIRA. Diz que quanto mais estrutura um hospital tem para parto mais possibilidades... bem, alguém aqui duvida da estrutura da Maternidade Pró Matre??? Pois então, eles tem uma LDR (Labor Delivery Room), mas a banheira não serve para dar a luz, é só para relaxamento da parturiente... (aff pra que ter então, se é para relaxar, um chuveiro dava conta!!!) o mesmo acontece com a maternidade e as salas de LDR do Albert Einstein.

Ponto para o parto domiciliar e meio pontinho para o hospital, se ele tiver verdadeiramente atendimento humanizado.

Infecção
Em casa: Com o parto feito em casa, tanto a mulher quanto o bebê correm menos riscos de infecções hospitalares.
No hospital: Apesar de evitar complicações típicas do ambiente hospitalar, a exemplo das infecções, o parto em casa pode trazer uma série de outras complicações para mãe e bebê. Entre elas estão: retenção placentária, ruptura uterina ou de colo, atonia uterina, laceração de partes frágeis do corpo, além da falta de oxigenação para o bebê.

Bom aqui é tão ridículo o comentário que eles nem tem o que falar... preste atenção para o rebate no parto hospitalar... Nem sequer falam das infecções, mas sim sobre intercorrências do parto, isso porque neste caso não há o que dizer, em casa praticamente não se corre risco de infecção, ao contrário de um hospital, por mais controle que ele tenha ele sempre apresenta tais riscos!

Ponto, sem sombra de dúvidas, para o parto domiciliar!!!

Medicamento
Em casa: Com o menor uso de medicamentos e de intervenções consideradas desnecessárias, a mulher poderia ainda ter mais controle e uma participação mais ativa no processo do parto, além de ter uma recuperação física mais rápida.
No hospital: “Nada é feito de maneira obrigatória, a mulher toma anestesia somente quando autoriza ou a solicita”, diz Eduardo Souza, obstetra e coordenador científico de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Luiz. De acordo com o especialista, a gestante pode ainda optar pela presença de doulas, acompanhantes especializadas em técnicas não-medicamentosas para o controle da dor.


Aqui é até ridículo o Dr. Eduardo Souza dizer que a mulher toma anestesia só quando autoriza ou pede, até porque num ambiente hospitalar NADA pode ser realizado sem consentimento do paciente ou do responsável, portanto é muito vaga a afirmação do mesmo. Na realidade o que acontece é que infernizam tanto a vida da parturiente, ou a enchem de tantas informações errôneas ou distorcidas que a mesma aceita sem querer ou antes de tentar controlar a dor por outras vias, pois quem já foi gestante e esteve em trabalho de parto sabe que perdemos um pouco a noção da realidade, ficamos tão sensibilizadas que não raciocinamos direito... há inúmeros relatos disto na Internet, basta procurar.
Quando a mulher está segura de quem a está acompanhando, sabe que este profissional não vai enganá-la ela consegue se concentrar naquilo que deve, nas contrações, na respiração, no relaxamento, por isso o controle da dor é mais efetivo a evolução também e a necessidade de medicação (com todas as suas conseqüências, porque existem viu minha gente e muitas, desagradáveis, ninguém te diz, só diz que te ajuda, mas tem mais história aí) é desnecessária.
A presença das doulas só são aceitas nas LDR, se você não tem direito a um hospital com esta opção de sala de parto, dificilmente terá direito de ter uma doula e teu marido/companheiro/seja lá quem for te acompanhando, terá que optar por um e por outro...Portanto afirmação MENTIROSA!!! É só dar uma ligadinha nas maternidades e se informar, verá que o que digo é verdade. Eu liguei na maioria das de São Paulo e escutei com todas as letras “1 acompanhante”! Alguns hospitais diziam ter doulas lá, que na verdade são enfermeiras que te ajudam, mas mesmo assim não é uma só para você 100% do tempo!

Ponto para o parto domiciliar porque o médico não fez uma declaração correta sobre o que acontece, levando os leitores a acreditarem que serão 100% respeitados na sua escolha...


Humanização
Em casa: Longas consultas pré-natais, o acompanhamento integral e exclusivo durante o trabalho de parto (por doulas ou enfermeiras) e todo o conforto da presença de familiares e de técnicas não-medicamentosas para amenizar a dor são o principal chamariz. "Existem protocolos a serem seguidos para que o parto possa ser feito em casa, todos com base em estudos e evidências científicas", diz Kleyde Ventura, vice-presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros (Abenfo).
No hospital: “A medicina bem feita vai da relação entre médico, gestante e equipe envolvida. E é desse relacionamento que se dá a humanização do parto”, diz Silvana Maria Figueiredo Morandini, obstetra conselheira do Cremesp. De acordo com especialistas, a humanização plena de um parto inclui ainda uma preparação para que ele seja feito de maneira segura – e isso inclui o usufruto das estruturas de emergência encontradas dentro do hospital.


Ai ai ... só o fato de usarem o termo CHAMARIZ já desmerece a situação não é? A diminui! É verdade que existem protocolos para o atendimento domiciliar do parto, tanto é que eu fugi a alguns deles e fui transferida para o hospital! Não podia mais ser em casa oras!
Nunca que em consultas de 30min o médico conhecerá sua paciente decentemente, nem ficará sabendo de seus medos e etc... Um atendimento de pré-natal com um médico humanizado é super diferente... eu sei disso eu passei pelos dois. O foco do atendimento humanizado no pré-natal é a saúde e o bem estar, já no tradicional é a doença... O obstetra passa os 9 meses buscando possíveis coisas erradas... Medicando, ao invés de ao surgir um problema tratá-lo, intervir... E eu até convido você mulher, gestante que pague uma consulta particular num destes poucos médicos humanizados espalhados por aí, um tico aqui outro acolá para verem a imensa, astronômica diferença no atendimento, nisto não há o que se negar!!!
Quem se der o trabalho de procurar saber um pouco sobre que tipo de atendimento é feito nos primeiros minutos de vida a um recém-nascido e o que pode ser feito em caso de problemas verá que um parto domiciliar é muito seguro, tanto quanto num hospital, se não mais!

Minha gente há muita coisa em questão nesta reportagem... muita mesmo. É real o fato que os médicos querem a todo custo acabar com as Casas de Parto, com os partos domiciliares e etc, e não porque temem pela saúde de mãe e bebê, se assim fosse não indicariam tantas cesáreas desnecessárias, mas sim em função de perderem pacientes ou destas não abrirem mão de um parto normal – já que pesquisas mostram que a maioria prefere normal ao serem questionada, mas acabam numa cesárea, por diversas situações, necessidade, escolha, opinião do médico que não queria contestar - e desta maneira terem aquele seu ganho certo, de um monte de cesáreas agendadas garantido!

Queria saber se o CREMESP, e os conselhos regionais de uma forma geral acreditam que países desenvolvidos, como a Holanda e outros da Europa, estão praticando um retrocesso na medicina, já que grande parte dos partos lá são domiciliares, organizados pela própria rede de saúde! Se acham, então o Brasil tá um luxo de desenvolvimento não?! Hahahahahha – tem que rir pra não chorar

O discurso é lindo, mas a prática é outra, completamente diferente, quem luta e busca por um parto natural, respeitoso, sabe disto tudo!

Tenho a impressão que as mulheres que escolhem – por seus motivos – a cesárea nos acham doidas ou acham que é muito barulho para pouco, ou mesmo aquele discurso prontinho “o que vale é a saúde e o bem estar do bebê e da mãe”, mas é CLARO!!! Se não fosse óbvia esta frase nós não estaríamos lutando pelo direito de parir naturalmente (porque cá entre nós - sem desmerecer quem escolhe a cesárea, porque cada um com seus problemas, mas a verdade seja dita, é uma grande diferença para o bebê nascer de parto natural e aquele que é tirado da barriga da mãe antes mesmo de chegar a hora)!!! Por que a questão é o fato de que toda mulher que escolhe por um parto normal no Brasil com atendimento pelo plano de saúde tem cerca de 85% de chance de acabar numa cesárea desnecessária. São 85% de mulheres desrespeitadas nas suas vontades, que tiveram seus corpos mutilados (já que foi a sua revelia, mesmo tendo assinado um papel, meio que sem opção, consentindo tal coisa), seus sonhos frustrados, tudo sem a menor necessidade, isto é desrespeito! Sem falar daquelas que passam por PN e sofrem tantas intervenções, são tão desrespeitadas de inúmeras formas que acabam traumatizadas... quem não conhece uma história que se encaixa nestas situações???

O parto domiciliar nada mais é que a busca pelo parir em paz, segura, atendida devidamente, respeitada e o mais importante de tudo tendo o direito de ter seus filhos nos braços, sem necessidade de se afastar deles, sem intervenções no bebê desnecessárias, sem enfermeiras metidas a besta dando glicose ou leite artificial para seu filho recém-nascido, as vezes antes mesmo dele ter tido a oportunidade de chegar em seus seios ( e olha que muitas vezes dizem não terem dado nada, mas deram, ta lá no prontuário), TENDO O DIREITO DE FAZER O QUE ACHA MELHOR PARA SEU BEBÊ!

Eu tentei um parto domiciliar para ter o melhor para minha filha e para mim, pura e simplesmente porque vi, pesquisando, ligando e visitando os hospitais que não teria a menor condição de ser respeitada ali, já que o mesmo era minha primeira opção. Acabei num hospital, sendo desrespeitada, aterrorizada, coagida. Tive o pior para mim e para minha filha, sofri muito fisicamente, minha filha também... seu desespero ai nascer é nítido nas fotos, sua feição também não me deixa mentir... Sei que tivemos o pior porque o procedimento e intervenções que passamos foram desnecessárias naquele momento. Tudo isso por causa destes médicos que disseram que a bandeira que tem de ser levantada é do atendimento adequado! Concordo, mas que adequado é esse??? Àquele ao bolso do medico, à sua agenda, ou a quê? Difícil saber...

Se eu vou ter meu próximo bebê em casa??? Não sei dizer, acho que só saberei quando tiver um serzinho crescendo aqui dentro de novo. Mas sei dizer, com a maior certeza do universo, que só vou para um hospital se eu tiver toda a equipe humanizada escolhida por mim, num hospital que atenda parto natural, com todos os meus direitos sendo respeitados. Caso contrário, nem pensar!!!

NOSSA LUTA, EU ME INCLUO NELA, É DE TODA MULHER TER O DIREITO DE SER RESPEITADA E ATENDIDA DEVIDAMENTE. Pois hoje em dia, só é respeitada quem escolhe a cesárea!

O verdadeiro título que a reportagem deveria ter, de acordo com a realidade do atendimento ao nascimento não cirúrgico no Brasil, seria:

PARTO DOMICILIAR: É NECESSÁRIO!

Beijos revoltados!

O link da reportagem é este aqui

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aviso de fechamento de fábrica leiteira

Pois bem, chegou a nossa vez de dizer tchau para o leitinho da mamãe!!!

Lara não mama mais no peito, apesar de amá-lo muiiiito - depois explico!

Faz 1 mês que minha linda não mama mais. Tudo começou num dia na minha mãe em que ela estava de agunia para dormir e achando que meus peitos eram brinquedo. Deis um basta e disse que ela já tinha mamado tudo e não tinha mais, que só ia ter no dia seguinte, ela choramingou um pouco e como estava cansada virou para o lado e dormiu!

Depois deste dia ela continuou pedindo o peito para dormir e eu o oferecia - sabe aquela coisa de não saber o que fazer? Portanto, na dúvida não faça nada! - e assim seguimos. Um dia ela estava com sono e queria mamar e o Wil trouxe a mamadeira bem na hora em que ela ia pegar o peito, viu a mamadeira e preferiu a mesma, tomou, virou e dormiu! Depois houve mais alguns dias que ela quis o peito, não durou nem 1 minuto mamando nele e largou para pegar a mamadeira. Depois nunca mais!

E foi assim que minha pequena deixou de mamar na mamãe!

Mas ela ainda nutre carinho por ele, acredito ser isso - se alguém interpretar melhor me diga! - ela agora vem me abraça, me beija e beija meu colo - sabe aquela área acima dos seios? Pois então, ali - Aí fala "nenê mama", beija, desce do colo e vai brincar... Todo dia, várias vezes por dia...

Quando começou com isso ofereci novamente o peito e ela foi, colocou a boca e disse "abooo" (acabou), dá beijinho e sai fora! rsrsr

Pois é, meu bebê tá crescendo...

Próximo passo, leite no copo, mas vai demorar...

Beijos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

OTEMA reportagem!

Acabei de ler esta reportagem e para mim foi a melhor que já vi a este respeito!

Eu fui rata de internet, livros e etc sobre parto e maternidade quando estava grávida e tudo o que a reportagem fala eu já havia lido e sabido. Mas ver algo deste tipo numa revista como a Pais e Filhos, de alta rodagem aqui, nas bancas para quem quiser ler e etc me deixa muito feliz, me faz sentir que a situação ridícula do nosso país na questão do nascimento tem jeito, demora mas tem jeito!

Minha mente continua na esperanças de que os médicos obstetras sejam mais humanos e aceitem que o bem estar (físico, psicológico) das pacientes e dos bebês está acima do bem estar do bolso dos mesmos! Quer ficar rico (ou mais rico) vai ser cirurgião plástico!!!

Leiam, vale muito a pena!!!

Aqui ó

beijos!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Devaneios

Ai gente as vezes bateu um sentimento...

Toda vez que vejo uma barriga de grávida sinto uma invejinha (branca hein), uma saudade de sentir minha filhota dentro de mim fazendo estripulias...

Mesmo tendo tido uma gravidez enjoada, no real sentido da palavra rsrs, sinto muito saudade desta fase, é tão bom...

E aquele bebezico recém chegado ao mundo... Encolhidinho, mimosinho, cheirando barriga ainda... ai que delícia...

Minha filha nem tem um ano ainda e eu aqui com saudade dos tempos de início rrsrs. Deve ser porque a Lara não me dava trabalho nenhum (a não ser acordar a noite - normal né!), era uma bebê anjo, sem chorar por nada, praticamente sem cólicas, não tivemos nenhum problema desta ordem - de enlouquecer. Será que um segundinho será assim também?

Devaneios... devaneios...

Bom mas deixa esse papo louco pra lá, porque um segundinho/segundinha aqui só para daqui uns 3 anos (ou mais, vamos ver rsrrs)

Beijos

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pra ficar bem pertinho

Sou simpatizante da cama compartilhada. Não sou contra quem deixa seus bebês dormirem em seus próprios quartos ou berço, nem quem adota a mesma (cama compartilhada)por vários anos. Cada um sabe o que melhor cabe na sua dinâmica familiar. Na minha cabe as duas maneiras rsrrs. Mas não vim falar disto hoje, mas de acessórios para isso ou coisa parecida a isso (a cc).

Minha filhota ao nascer dormiu conosco no mesmo quarto pois estávamos na casa de mamãe, mas quando fomos para a nossa casa logo a deixamos dormir em seu cesto moisés, em seu quarto. Ela ficou numa boa, por um tempo... Lá pelo 2º mês e meio ela entrou num esquema muito cansativo para mim e optamos experimentar a cc (cama compartilhada) e amamos a experiência. Tanto ela como eu dormimos melhor desde então! Hoje em dia há épocas em que vai bem no berço, outras na cama. Tá bom para nós!

Nas fuçanças na net encontrei isto:



Não é o MÁXIMO??? Ah gente olha que delícia ter a cria ali pertinho, mas cada um no seu canto. Acho perfeito para o comecinho ou para bebês que sentem necessidade de proximidade, enfim, pra quem curte o esquema!!! Tirei daqui

Mas este item maravilhoso, cheio de estilo não é daqui de nosso brasilzão não, ele é gringo, italiano... Ai ai...

Mas achei este aqui:



Achei muito fofo, uma miniatura de berço mesmo. Cá entre nós, é só um mimo mesmo né? Porque o carrinho oferece a mesma função (apesar de eu achar que ele deve ser desconfortável, de certa maneira, para um RN, melhor uma caminha mais aconchegante não?). O mini-berço é muito mais prático e compacto. A grade abaixa, fica do ladinho da mamãe, sem risco algum para nenhum dos dois, garantindo comodidade (na minha opinião claro!). Veja mais informações aqui

Eu optei por um cesto moisés em vime. Sempre achei LINDO, e acho que os bebês se sentem mais aconchegados, além da praticidade de caber no nosso quarto caso precisasse. Mas confesso que no fim das contas só comprei o cesto porque não achei uma opção mais em conta e igualmente charmosa. Se tivesse encontrado este mini-berço na época, provavelmente teria comprado ele. Mas não me arrependo, acho o cesto um charme só e a Lara adorava dormir nele... Vejam só:



Bjos

sábado, 17 de julho de 2010

Cine Materna!!!

Gente que delícia!!! Cinema depois de tanto tempo... E não foi qualquer sessão, foi CINE MATERNA!

Uma sala linda, cheia de piticos de "todas" as idades, uns dormindo, outros mamando, outros comendo papinhas, uns sendo trocados, outros ninados, uns correndo, outros chorando, mas tudo lindo, cheguei a me emocionar com tudo aquilo...

O filme, uma bobeira - Plano B - mas a sessão, o clima, as pessoas valeu muiiito a pena!

A Lara se comportou feito uma mocinha, não chorou, não resmungou, não deu trabalho... Linda! Vou voltar mais e mais vezes...

Alguns podem pensar, "mas cinema???" Sim!Uma sala sem ar condicionado forte (no frio nem ar), luzes um tanto acesas, trocador dentro da sala, pessoas muito legais para te ajudar se for preciso e o que eu achei o principal, som beeeem mais baixo do que numa sala comum... Nenhum bebê se sente incomodado...

Foi um dos melhores programas que fiz com a Lara ultimamente e recomendo a TODOS!

Quer saber mais? Entre no site www.cinematerna.com.br.

Só faltou uma fotinho dela! rsrsr

E você já foi no cinematerna???

Bjosss

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Obrigada, mas pode deixar!

Acabei de ler um post no blog Mamíferas que adoro e que veio bem a calhar!

Sou uma pessoa que sempre "dependeu" muito da aprovação dos outros em muitas coisas relacionadas na minha vida, mas só descobri isso a pouco tempo. Desde então tenho lutado comigo mesma para me ver livre das opiniões das pessoas. Engraçado é que nunca fui maria-vai-com-as-outras, sempre tive opiniões fortes, mas gostava de agradar, ainda mais minha mãe! E acho que tive muito sucesso!rsrsr

Mas agora como mãe e desde que engravidei e escolhi por coisas diferentes da marioria enfrento o franzir de testa,as caras de dúvidas, as reprovações... E como foi difícil deixar passar e me concentrar nas MINHAS escolhas, nas MINHAS vontades, nas MINHAS crenças... E isso perdura até hoje! E acho que não vai acabar tão logo!!!

Quando mostrei a Tummy Tub para minha mãe e alguns familiares, e toda animada comentei que teria aquilo ou algo parecido por causa disso e daquilo e logo veio a reprovação... Não adiantava argumentar... Era fora do padrão. Me calei e deixei pra lá, eu sabia do que queria e ia ter!

Depois foi o parto, comecei a comentar sobre o parto natural e tudo mais, logo veio a reprovação também e comentários do tipo "você fala isso porque não sentiu as dores ainda, você vai ver só quando começar a doer se você não vai querer anestesia"!! Dentro de mim sentia raiva por aqueles comentários tão sem noção! De pessoas que infelizmente tiveram uma experiência de parto sem a assistência necessária, sem o conhecimento necessário, o que torna o processo sempre mais difícil. Mas enfim o que eu poderia dizer??? Só me entristecia. Mas sabia do que queria e corri atrás!

Ao escolher pelo parto domiciliar resolvi fechar minha boca, afinal ´para quê contar??? Mais reprovações? Mais pensamentos negativos? Mais gente falando na minha cabeça? Não. Aquilo era escolha minha e do meu marido, e se ele me apoiava e acreditava como eu acreditava era o que era preciso! Assim fomos com os nossos preparativos!!!

O que falar do sling então??? "Carregar a menina num saco??? Pra quê coitada!" Mais cara feia!!!

Fiquei na minha, remando contra a maré, só eu e meu marido nos nossos sonhos e pensamentos e planos sobre nossa filha...Só nós dois, mais ninguém. Quer dizer, e um bando de gente "desconhecida" que como nós buscávamos apoio para aquilo que SABEMOS (ao contrário dos que criticam) que era o melhor, e assim nos tornávamos uma grande desconhecida família, que se apoia e se ajuda na medida do possível!

Teria muito para dizer... Mas o que eu quero com tudo isso é dizer que eu aprendi a ESCOLHER! Eu sei o que é melhor para minha filha. O melhor para ela sou eu! Deus nos muniu de um dom e uma intuição fenomenal para sabermos do que nossos bebês precisam, só que aterrizamos como mães, além de inexperientes, inseguras quanto esta "voz" interior, que a cada dia que passa vai aumentando e ficando nítida ao ponto de você ter certeza!

Ecolho o que veste, o que come, o que faz e enquanto ela depender dos outros as escolhas serão nossas, minha e do pai! Adoro a família junto, adoro a família carinhosa e atenciosa, mas sobre o que é melhor, nós sabemos! Com todo carinho e respeito digo obrigada, mas pode deixar! Deixar com a gente!

Porque amamentar até o 6º mês é tão peculiar??? Pq continuar amamentando continua peculiar???
Porque não oferecer nada mais do que leite materno até o 6º mês causa adminiração ou espanto "Nossa ainda não come nada? Tadinha dá alguma coisa, ela pode ficar com vontade!" "Ah ela tá magrinha, dá uma mamadeira pra ela!"
Quando foi que bebê rochonchudos e super gordos se tornaram sinônimo de saúde??? Para onde foi a singularidade??? Será que ela só acontece depois de crescermos, quando são bebês os INDIVÍDUOS são todos iguais??? Claro que não! Então: obrigada, mas pode deixar!

Quantras vezes ao sair com a Lara no sling não escuto comentários do tipo "ai coitadinha!" "isso não estraga a coluna dela não? Não, fica igual a qdo estava na barriga, ou como no colo! Ah mais sei lá, eles nascem e se esticam né?! Não, ela tá bem!"

Ou como na semana passada numa loja comprando lá para fazer um casaquinho para a Lara e ela agarra um novelo que ia comprar e se tioro ela abre o berrereiro, como ela estava nervosa e aquilo a entreteu deixei, aí vem uma fulana e tasca "ai que bonitinha! Ai ai mãe ela tá com o novelo na boca! e eu: é, eu sei, obigada! AH mais ela não pode, todo mundo mexe aí! e eu; eu sei, obrigada! Mas ela vai ficar doente! e eu: pode deixar, a filha é minha e eu cuido como quero!!!" Se não bastasse este diálogo, a mulher sai falando "é a filha é sua, mas tá com sujeira na boca! Aí não aguentei e tasquei "cuida da sua vida minha senhora que eu cuido da minha, não te pedi nenhuma opinião tá!" Afeee pq todo m undo se sente na obrigação de palpitar???

Depois, dias depois saindo do shopping, um solzão lá fora, eu parei para abrir o guarda-chuva para não pegar sol na Lara e eis que bate um ventinho e uma mulher para na frente e solta "ai que bonitinha, (faz concha com as mãos na frente da Lara), ai ai cuidado com o vento no ouvidinho da neném, se não ela vai ter dor de ouvido!" e eu; "obrigada, pode deixar! E fiquei encarando pra ver se a pessoa entendia que ela tinha ultrapassado os limites!!! Afee!

Isso não pára, não tem fim! Ultimamente eu tenho sido curta e grossa com quem deliberadamente se intromete e é um completo desconhecido!

A bola da vez é sobre minhas opiniões sobre a alimentação da Lara e sobre as comidinhas do aniversário dela. Agora virei louca em não querer que minha filha qdo tiver seu 1 aninho coma frituras, refrigerante, doces... Eu enlouqueci ou o mundo tá de ponta cabeça???

Graças a Deus eu aprendi a ESCOLHER.

Cada um escolhe uma coisa....

Escolhi ser adventista e abdicar de muita coisa
Escolhi buscar uma vida mais natural
Escolhi casar com o Wil
Escolhi ter a Lara depois de pouco tempo de casada
Escolhi tê-la de maneira natural e em casa, mas Deus desejou de outra maneira e a tive de cesárea
Escolhi amamentá-la exclusivamente com leite materno até o 6º mês
Escolhi que vou alimentá-la o mais naturalmente possível
Escolhi deixar de trabalhar para ser mãe em tempo integral
Escolhi buscar outros bens que não materiais na minha vida
Escolhi ter uma família do que bens materiais
Escolhi tanta coisa...

Com muito carinho e respeito, obrigada, mas pode deixar!

Bjoss

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Processando mais um tiquinho...

Ultimmente tenho percebido que quando me lembro da cesárea sinto raiva, ódio, do procedimento, do médico, do sistema... Mas tenho achado bom. Sabe aquela coisa do processo de enfretamento da dor e frustração? Primeiro você não aceita, não se conforma, chora, sofre, não entende! Depois sente raiva, muita raiva. E por fim aceita. Acredito que eu esteja neste processo... Tomara né!

Depois de pensar nisso comecei a pensar na minha fé. Acredito muito em Deus, frequento a igreja, procuro cumprir tudo aquilo que acredito que Jesus deixou para ser cumprido. Nisso me lembrei de uma passagem bíblica do evangelho onde diz que Deus conhece TUDO, SABE TUDO, TUDO É DELE. Diz que nem uma folha da árvore cai sem que Deus permita, que todos os fios do nosso cabelo estão contados. Aí lembrei de uma pregação, onde quem falava dizia que somos livres para escolher, mas a vontade de Deus prevalece (isso é meio ambíguo, mas deixo para outro post). Pensando nisso comecei a ver que talvez eu tivesse que passar por esta cesárea, que Deus nos guardou de algo permitindo que ela acontecesse, que independente de eu lutar pelo PN ou PD, que embora eu tivesse entrado efetivamente em TP, eu precisaria de uma cesárea, ou que se a Lara tivesse nascido de PN pudesse ter tido algum complicador por eu não ter feito um dos exames necessários para PN seguro e naquele hospital ela não teria atendimento adequado por não ter UTI... Enfim, são muitas as possibilidades para acontecer o que aconteceu...

Não quero e não vou buscar justificativas, mas para uma mulher de fé existir é preciso que ela confie que Deus gere e administra sua vida, e assim sendo, o que acontece ou aconteceu foi vontade ou permissão Dele, por alguma razão que se eu não sei agora não me cabe saber! Me cabe aceitar!

Posso dizer com muita propriedade que Deus tm me ensinado muito desde que casei, mas isso eu também vou deixar para outro post!

bjoss um pouco mais tranquilos com a realidade do parto vivido!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eu sou mãe


Nem consegui falar do meu dia das mães, do 1º deles!

Ano passado nesta data eu já estava grávida, mas não tinha certeza, na verdade achava que tinha tido o sinal que não estava, mas Deus quis diferente!

Foi ótimo nosso dia das mães, é maravilhoso entrar para este mundo. Acho que compreendemos mais nossas mães depois de nos tornar uma delas também!

Ser mãe para mim é se abrir a um novo mundo, onde seu coração bate em dois lugares, dentro do seu peito e fora dele, dentro de outro serzinho... é se tornar viciada em busca do que há de melhor para sua cria... é buscar se sacrificar para que aquele ser saído de vc possa ter o melhor de tudo... é nunca querer que se magoe, que se sinta triste, que falta nada!

É uma busca constante pela "perfeição".
bjos a todas as mamães

domingo, 16 de maio de 2010

Processando...

Ainda não digeri minha cesárea e o porquê dela ter acontecido depois de uma gravidez tão boa, da minha bebê ter estado sempre tão bem, inclusive no momento em que foi decidido que me abririam para tirá-la de mim!

Pois bem... Esta semana que passou mandei um email detalhado sobre tudo o que passei no hospital em a tive e de como me senti frustrada e desrespeitada naquele lugar. Ao contar para meu marido sobre o que eu havia feito disse que queria que ao menos eles se desculpassem por tudo o que eu havia passado lá. No dia seguinte recebo uma ligação da diretoria do hospital fazendo exatamente isso, se desculpando pelo hospital não ter atendido as minhas necessidades, que questões clínicas só com o médico que fez o parto, mas nas outras questões ele se descupava e ficava agradecido pois meu email e reclamações ajudariam o hospital a melhorar! Bom o mínimo pelo menos!

Sempre ouvi as meninas do Gama me dizendo que eu precisaria um dia descobrir o qye fez que meu parto não acontecesse como o planejado se não tinha nada clínico impedindo que isso acontecesse, mas eu realmente não entendia isso, achava smpesmente que Deus havia me traído, que meu corpo havia me traído e que o mundo conspirou contra mim! Que isso poderia sempre acontecer com qualquer uma, mas como eu sou sempre A sortuda, tinha sido a bolacha da vez!

Mas hoje acordei com vontade de ler coisas sobre VBAC, risco de parto normal depois de cesárea, parto domiciliar e etc... Acabei achando um relato de um VBAC domiciliar e a pessoa conta que depois de muitos sinais de parto, de uns 2 ou 3 dias ou mais nisso chegou a conlusão que ela estava trancando o processo, isto pq quando tudo aconteceu o berço do bb não havia ficado pronto, as bonequinhas feitas por ela estavam molhadas, as prateleiras não estavam instaladas e ela chateada com tudo isso. Neste meio tempo a bolsa rompeu completamente e nada de TP ainda. Quando o berço chegou, ela conta que ao terminar de colocar os protetores, lençol e bonequinhos as contrações simplesmente aumentaram e MUITO e ficaram ritimadas, o TP engrenou!

Percebi que foi isso que aconteceu comigo. Quando soube da ruptura alta da bolsa desejei que não fosse a hora, não estava em casa, o quarto da Lara não estava pronto, as roupas não estavam passadas, eu ainda não tinha feito as fotos que tanto queria no parque, e outras tantas coisas... Era cedo (37 semanas), não tinha o último ultrassom, não tinha o exame de strepto, minha parteira estava em outro parto... Ah tantas coisas... Não queria que a hora tivesse chegado, não antes do ano novo! Se eu soubesse que coisas assim, tão subjetivas, tão interiores, tão inconscientes pudessem afetar o TP eu teria feito um esforço sobre humano para excluir isso da minha cabeça, ou corrido para por tudo em ordem, para a minha cabeça liberar meu corpo para agir como a natureza o programou! Que pena!

Sinto agora um misto de culpa e de alívio... Culpa pq foi por causa destas minhas futilidades ou necessidade de controle que atravanquei tudo, o invés de cooperar! e alívio por entender o porque meu corpo não cooperou, porque que acabei com um corte na barriga.

Acho que estes dois acontecimentos, a desculpa do hospital e este entendimento sobre minha mente, vão me ajudar a enterrar de vez esta dor e a sair do luto! É o que mais quero o que mais desejo! Não quero mais derramar uma única lágrima por causa desta cesárea e sim viver minha maternidade e dar todo carinho e aconchego que a minha filha precisar para compensar a maneira desumana que ela chegou a este mundo (mesmo qdo ela não me deixa se quer comer, pois quer ficar grudadinha rsrrsr).

Amém a isso!!!
Bjosss

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Meu parto!


Bom, vou começar contando de nossas escolhas e de como tudo aconteceu, pois isso interfere diretamente em como estou enfrentado tudo!

Sempre pensei em ter um parto normal, nunca me passou pela cabeça fazer uma cesárea agendada ou coisa parecida. Não me parecia bom e eu sempre tive muito medo daquela anestesia na coluna, sempre que pensava nisso me arrepiava (de verdade), sem contar no pós-operatório, pontos e etc já me faziam encher os olhos de lágrima por medo! Então PN era o caminho!

Antes mesmo de engravidar já sabia de informações de partos naturais e era o caminho que eu queria, sem anestesia, o mais natural possível, contando que a natureza me ajudaria a parir como Deus criou as coisas...

Quando engravidei a busca aumentou e fui me informando de tudo até que cheguei aos relatos de partos domiciliares. Aquilo me encantou, mas fiquei com medo, como podia dar certo? Meu marido nem cogitava. Então tá, o importante era o apoio dele. Decidimos que procuraríamos maneiras de ter um parto natural num hospital. Acreditávamos que bastava um médico que nos apoiasse e pronto nossa vontade seria respeitada. Ledo engano, nós nem imaginávamos a dificuldade que seria isso!

Começamos a freqüentar o grupo do Gama e a nos informar mais sobre tudo relacionado a parto natural. Comecei a tentar um meio de ter um parto assim num hospital comum... Cada vez mais via que era inviável e que na hora do “vamos ver” tudo sairia do controle (se fossemos para um hospital comum). Foi então que a Ana Cris (parteira/fundadora do GAMA) me indicou uma parteira/enfermeira que Tb era adventista para nos ajudar a encontrar um meio termo para o que procurávamos. Ela foi nos visitar em casa, depois de tudo falado e perguntado o Wil disse que queria que a Lara nascesse em casa. E assim foi! Acho que eu devia estar de umas 20 e poucas semanas. Fiquei radiante... sabia que dali pra frente tudo seria diferente.

Minha gravidez transcorreu sem grandes problemas, só com muito enjôo, muito mesmo. Tomei remédio para isso até o último dia de gravidez! Pressão ok, bebe ok e tudo mais, a Lara já estava cefálica desde da 21ª semana quando fizemos o 2º ultrassom morfológico, estava muito feliz,minha pequena estava cooperando com tudo. A única coisa que eu achava estranho, mas que os médicos diziam ser normal era o tamanho da minha barriga, sempre foi uns 3, 4cm menor que o tempo de gestação. Mas eu estava saudável, os exames sempre bons, então ok né!

No dia 30/12 quando levantei pela manhã e fui ao banheiro notei uma mancha meio rosada na calcinha e voltei atônita para o quarto sem entender o que estava acontecendo, eu completava naquele exato dia 37 semanas, ela iria nascer? Fiquei na dúvida se ligava ou não para a parteira... Aí resolvi ir ao banheiro de novo e desta vez senti escorrer um líquido, pouco... Aí ligamos. Expliquei o que estava acontecendo e ela disse que enquanto não escorresse pelas pernas em grande quantidade que eu não precisava me preocupar. Combinamos quando eu retornaria para ela para dar notícias... Lá para a hora do almoço ligamos novamente e fomos encontrá-la. Ela fez um toque e disse que eu tinha tido ruptura alta da bolsa (por isso que vazava aos poucos), mas que estava tudo bem, escutou o coração da Lara e os batimentos estavam normais, tudo ok! Perguntou de ultra, eu não havia feito - tinha deixado para depois das festas -, exame de strepto, também não havia feito, ia completar as 37 semanas para fazer, quer dizer, depois das festas. Neste momento meu marido disse que a feição da parteira mudou ao ouvir strepto + ultra... Ela ainda disse que achava que eu estava muito inchada e minha barriga não estava no tamanho compatível (sempre tive a barriga um pouco menor que a IG, então seria normal, se não fosse o inchaço). Me disse que eu deveria entrar em trabalho de parto até o dia seguinte, mas não necessariamente parir... Mas que nos deixava a vontade para decidir ir ou não para o hospital - é claro que eu não queria ir, eu queria um PD, só depois, atualmente que entendi o que ela havia dito naquele momento, mas é assunto para outro post - então fiquei tranquila que iria ficar em casa mesmo esperando o TP, quer dizer na casa da minha mãe, já que assim ficaríamos perto da casa da outra pessoa em TP em que ela estava atendendo, assim ela chegaria rápido até nós! Minha ficha ainda não havia caído de que a bonequinha ia mesmo nascer lá pelo dia 31/12!

Voltei para casa sem entender direito o que se passava, estava meio aérea e o dia passou a noite entrou e nada de trabalho de parto. Naquele ia a internet não funcionava bem e eu não conseguia entrar em contato com a mulherada da lista, estava sem quase nenhuma orientação... Não queria ligar para a parteira e incomodar já que ela estava atendendo outra paciente que merecia a atenção dela... Então fiquei lá sem saber o que fazer, e não fiz nada! Fui entristecendo sabe, eu nem sabia o que sentia naquela hora, mas parecia que tudo estava errado e fora da hora e algo nada positivo estava para acontecer, não havia ansiedade, não havia medo, não havia sentimento nenhum. Fomos dormir tarde, mas antes separamos as roupinhas que iríamos levar para o hospital, pq naquela altura do campeonato nós achávamos que eu não ia entrar em trabalho de parto e que íamos mesmo para o hospital - meu marido foi quem me convenceu disto, com todo carinho e amor que só ele tem. Lá pelas 3 da manhã quando comecei a pegar no sono comecei a sentir umas cólicas fracas. Dali alguns minutos elas já estavam mais fortes, mas nada de extraordinário e vinham a cada 5 ou 6 min. Ligamos para avisar a parteira que estava num outro parto e ela disse que iria pedir para a outra parteira ir para casa da minha mãe para fazer meu parto. Mas o tempo foi passando, e lá pelas 5hs comecei a tremer muito e sentir frio, fomos medir a temperatura e eu estava com 37 e alguma coisa... Dali um tempo 37 e mais alguma coisa, depois 38, ligamos novamente para a parteira que disse que tínhamos que ir para o hospital, não podíamos mais tentar nada, agora só no hospital, pois havia risco de infecção que precisaria ser tratada no hospital. Já tínhamos conversado em ir para um público pq teria mais chances de ter um parto normal, mas fiquei com medo de ficar sozinha e de no fim das contas precisar de uma cesárea e ter que ficar sem o Wil lá o tempo todo comigo, então fomos para o Hospital Adventista mesmo...

Acordei minha mãe para avisar do que estava acontecendo e do que precisava que ela fizesse para nós... Pedi para passar as roupinhas dela, ir até minha casa pegar minhas coisas, e outras da Lara e levar tudo para o hospital, dei uma lista pra ela... Minha mãe estava meio atordoada.

Quando chegamos lá, eram umas 8hs da manhã, e eu desci do carro senti bastante líquido vazando... No PS explicamos que queríamos ver um obstetra e a atendente nem se tocou que eu estava em "trabalho de parto" (na verdade acho que eram pródomos), acho que ela pensou que era mais um parto agendado. Aí olhei pra ela e disse se eu não podia aguardar lá dentro poque estava em "trabalho e parto" (uma dor incômoda), aí a feição da moça mudou... rsrsrrs Entrei e sentei enquanto o Wil dava entrada nos papéis, mas logo ele veio ficar comigo enquanto a menina deu entrada na ficha... acredito por piedade da mulher em TP rrs, ainda bem né!

Chega o plantonista (clínico), faz as perguntas de praxe e etc... escuta o coração (que estava muito bem por sinal) e ele e a enfermeira fazem aquela cara de alface quando eu digo que estou desde o dia anterior com a bolsa vazando ( e tenho que explicar bem, para não acharem que a bolsa estava completamente estourada desde o dia anterior). Aí chega o obstetra de plantão (meu médico nas 5ªs feiras atende num hospital do litoral e não estava em São Paulo, então nem ligamos para ele, ele já tinha avisado disto), examina, faz o toque e tal e me diz que eu estava com o colo nem grosso, nem fino e com 1,5cm de dilatação (a mesma do dia anterior), sem febre (!!!) e já aconselha a cesárea. Digo da minha vontade pelo parto normal, do medo da cesárea e etc e ele explica que depois de 24hs de bolsa rota, sem muita dilatação, com as contrações do jeito que estavam (nem pareciam contrações), que ele achava que eu não dilataria totalmente até a noite (tempo máximo de espera dele para um PN com bolsa rota), eu já estava com dorezinhas a quase 6 horas e bolsa vazando a 24hs e a dilatação não tinha evoluído nada então achava que não daria em nada. Eu contestei disse que não queria, não era minha escolha, se não podia induzir... Aí ele vem com o papo que é tarde, muito tempo de bolsa rota, se eu tivesse chegado mais cedo... Eu pergunto, mas porque não pode ser agora? Ele desconversa e começa a contar umas histórias de terror de mães que quiseram esperar e o bebê morreu, teve problemas e etc... Então, coagidos, e certos de que insistir não daria em nada, no máximo um parto normal sofrido ou algo pior, e ainda na certeza de que o hospital não tinha UTI neo-natal e se algo desse errado estaríamos sem suporte cedemos (mas não sem muito choro e medo). E lá fomos nós para a preparação. Nesta hora eu me senti derrotada pelo sistema, enganada, diminuída e com muita raiva por dentro, fui tomada por um sentimento de inércia, algo muito triste! Eu não queria acreditar no que estava acontecendo e acho que estes sentimentos tiraram toda a mágica naquele momento, me senti de fora da situação. Foi tudo muito estranho.

Subimos para o nosso quarto, veio uma enfermeira me preparar, outra preencher umas papeladas e mais caras de horror quando falo da bolsa vazando a 24hs! Aí começa uma pedição de exames da gravidez, ultrassom, isso e aquilo, pedindo para eu levar tudo que tinha para lá o mais rápido possível e minha vontade era gritar que eu e minha filha estávamos bem. Chegou uma hora que virei para a pediatra e para a enfermeira e disse “o que você quer saber da minha carteirinha? Eu sei tudo de cabeça e não tenho porquê mentir!”, ai que raiva! Subo na maca e lá vamos nós para o centro cirúrgico... eu ainda não acreditava que iria para a cesárea. Eu estava aterrorizada com tudo aquilo, me maior medo estava acontecendo, eu sentia um certo pavor naquele momento!

Abre aspas: sabe uma situação em que você morre de medo, foge, tem calafrios e etc e acaba sendo colocada nela sem tempo para se preparar psicologicamente? É como ir naquele brinquedo que é uma torre que despenca, que você não sabe o momento que aquilo vai acontecer e simplesmente acontece e você quase tem um treco? Me senti mais ou menos assim! Jogada na situação sem tempo de me preparar psicologicamente!

Lá me passam para a mesa e começam a colocar aqueles montes de panos... e eu ficando cada vez mais nervosa... Chega a hora da anestesia, me ajudam a sentar e eu peço para me avisarem quando começarem pq eu estava com contrações e não queria que aplicassem durante uma... Aí jogaram um líquido muito frio nas costas e eu logo retraí, aí o anestesista já foi pedindo para relaxar, foi o mesmo que dizer para eu ficar nervosa... Duas enfermeiras vieram ajudar, uma de cada lado para me segurar... Aí meu suplício começou... Ele apalpava minhas costas e tentava inserir o cateter, que dor horrível, não tive como não retrair as costas, não deu certo, tentaram mais uma vez, e eu já chorando muito, eu sabia que não podia me mexer, mas não conseguia, aquilo foi me deixando cada vez mais nervosa - nesse meio tempo o obstetra sentado de pernas cruzadas com a maior cara de indiferença me fala, durante meu acesso de desespero, que se eu tivesse um parto normal eu tomaria anestesia do mesmo jeito. Minha vontade era encher os pulmões e gritar bem na fuça dele que eu não era idiota e que teria um parto natural, e que SE eu quisesse uma anestesia era escolha minha e eu enfrentaria preparada!!! Não ali, sem respeito algum, inclusive do anestesista que NÃO avisou que iria iniciar o procedimento me dando chance de preparar para o que eu ia sentir! Lamentável! Sei que foi na 5ª vez que deu certo... eu não conseguia explicar que eu não conseguia relaxar mais as costas pq tinha uma hérnia de disco além de uma diminuição da flexibilidade do pescoço por causa de um achatamento de vértebras...

A partir daquela hora as coisas se tranqüilizaram mais, mas eu já estava mega assustada - também já haviam me anestesiado - e não sei como, mas meus batimentos ficaram normais durante todo o procedimento... Eu chorava muito de nervoso, nem conseguia falar com o Wil que ficou o tempo todo de mãos dadas comigo... Antes de começarem a cesárea o médico e toda a equipe pararam um pouquinho e fizeram uma oração entregando tudo o que iria acontecer ali nas mãos Dele e pedindo Suas benções e tals (rotina do hospital cristão), na hora me concentrei e pedi o mesmo, entreguei tudo, mas hoje olhando para trás sinto uma hipocrisia danada, mas sei que este sentimento é gerado pelo meu ressentimento. Dali a pouco a Lara nasceu - e para minha surpresa o Wil foi lá tirar foto dela saindo da minha barriga (ele não gosta de ver sangue, passa mal) - ela deu um miadinho depois começou a chorar bem alto. Não a trouxeram para eu ver, nem a levantaram por cima do campo cirúrgico. O Wil voltou chorando, muito emocionado dizendo que ela era linda, perfeita que a amava demais e me deu um beijo! Pedi para ele ficar com ela, então ele voltou lá, mas quando foram aspirar o nariz o tudo mais ele saiu de perto, disse para mim depois que não ia agüentar ficar olhando fazerem aquilo com ela (quando penso nisso me entristeço e nem consigo imaginar a angústia dela naquela situação, sem saber o que estava acontecendo, longe do cantinho que ela estava acostumada – a minha barriga – e um monte de gente colocando coisas dentro dela, ai que horror)...

Minha linda havia nascido! Lara Andrade Cardoso de Oliveira, 43cm, 2,185k e apgar 9/10 (será que ela precisava de cesárea mesmo?!).

Aí a trouxeram, toda meio cinza ainda rsrrs, os olhinhos rasgados, parecia oriental rsrrs, e com a boca feito um biquinho espumando rsrrsrs, tentei dar um beijo, mas não consegui...Sequer enconstei nela... Não a aproximaram o suficiente, não a peguei... Logo levaram ela dali... Aí começaram a me fechar e eu não dormi nadinha, a enfermeira vinha me dizer que eu já podia descansar e dormir, mas que nada eu estava com os olhos estatelados, super acordada... Só escutando os papos do médico com a enfermeira... Que saco! Sentindo raiva, inércia, um pedaço de carne.

Acho que não levou 40 min - na verdade acho que foi mais sim - para sair de lá e voltar para o quarto. Quando cheguei lá o Wil já estava me esperando e "logo em seguida" trouxeram a Lara para mamar, ainda sem banho, e toda enroladinha... Como é difícil dar de mamar deitada toda amortecida, mas conseguimos e logo de cara ela sugou direitinho...

Levaram ela de volta para o berçário para tomar banho. As roupinhas dela ainda não estavam lá, minha mãe ainda não tinha chegado. Vieram me cobrar umas duas vezes da roupinha e eu tive quase que soletrar - com a paciência que me pertence e a gentileza que me acompanha quando estou atacada - NÃO ERA PARA ELA TER NASCIDO AGORA, NÃO ESTÁVAMOS PREPARADOS, A ROUPA ESTÁ A CAMINHO!!!! Perguntei se ela não poderia tomar o banho e vir para o quarto enroladinha e disseram que não! Puts grila, pq não? Se não pode dar um jeito ESPERA então (vontade de soltar um palavrão)!!!Assim que minha mãe chegou a trocaram e a trouxeram para o quarto e depois disso não saiu mais de perto de nós.

Logo que a vi limpinha vi que era a cara do Wil... E ele ficou todo bobo com ela...

Só fui comer as 20h30, estava o dia todo sem nada, mas não tinha fome... comi por comer mesmo....

No dia seguinte levantar da cama com as enfermeiras foi a coisa mais difícil que já fiz na vida, como doeu, como foi difícil, fico pensando que as mulheres que dizem que não sentiram nada ou queriam muito aquela situação e não percebem como ela é dolorida, ou são muito sortudas mesmo... Não tive enjôos, nem tontura, mas em compensação a dor era terrível, não podia me mexer... cheia de gases que parecia que ia explodir, além dos pés mega inchados...
No primeiro dia não consegui andar como foi recomendado, fiquei mais sentada e depois disso não deitei mais na cama... De madrugada, depois de sofrer muito durante o dia resolvi andar com a ajuda do WIl e aos poucos fui sentindo melhoras, mas não podia pegar nada em pé, nem sentar ou levantar sozinha, muito menos me vestir ou ir ao banheiro sozinha, o Wil fazia isto por mim...

Hoje penso como é ridícula esta situação... parida, cortado ao meio (quase que literalmente), se arrastando pelos corredores, se apertando em cintas para aguentar se movimentar com algo parecido com um ser humano bípede, enquanto tem um serzinho recém-chegado ao mundo que precisa de você lá sem você!!! Como é que tem gente que ESCOLHE isso??? Eu não entendo, de verdade!

Já no segundo dia a Lara teve que ir para a fototerapia pq estava com a ictérica alta, em menos de 24hs, suspeita de infecção. Mas tinha que ficar com uma proteção nos olhos que ela insistia em tirar o tempo todo, e chorava pq tudo incomodava ou era muito quente, foi muito difícil... Ficou dois dias nisto e nós não conseguíamos dormir pq se ela tirasse aquilo dos olhos tínhamos que por logo de volta, pois a luz poderia prejudicar a vista dela no futuro...

No 3º dia tive alta e a Lara não... Ficou mais 2 dias para ganhar peso, e eu e o Wil ficamos juntos dela (neste hospital não há berçário para os bebês o espaço do berçário são para os 1ºs cuidados e exames , eles ficam no quarto, então ficamos no quarto com ela) e nestes 4 dias eu dormi sentada (p não conseguia voltar para a cama, os pontos doíam demais). A cada 3 horas levavam ela para fazer exame de glicemia, já que tinha nascido de baixo peso... Só no último dia que os exames foram só a cada 6 horas e isso deu um descanso para ela... Dava muita dó, chegou uma hora que ela tinha mais de 8 furinhos nos pés, só de lembrar já me dói o coração... Foram dias de suplício... meu Deus que difícil! Eu só queria estar com ela nos braços, na nossa casa, livre, leve e solta, sem corte, sem restrições e feliz!!! E naquele momento nem amamentar eu podia direito, não havia leite e o que minha filha mais precisava era isso... Até aquele momento eu não havia conseguido lhe proporcionar nada direito, nem na gravidez (super estressante), nem no nascimento e agora nem na alimentação... Como era frustrante.

Cada vez que era pesada tinha perdido mais peso e a preocupação aumentava, ela chegou a 1,890k e isto foi assustador. Aí as enfermeiras começaram a vir ordenhar leite, mas não saia quase nada, apenas umas gotinhas e ela dormia muito, era preciso deixá-la sem roupa na maioria das vezes para ficar acordada e mamar um pouco mais. Era uma luta toda vez que ela mamava, apesar de pegar no peito certinho.

4 dias depois de termos entrado no hospital voltamos para casa... A Lara bem, com 2.055k e eu ainda me arrastando (literalmente)... Tínhamos que voltar em 3 dias para ver a icterícia. Dentro do carro eu olhava para ela sem acreditar que ela havia nascido, tão frágil (aparentava), tão pequena, tão magrinha, uma ratinha perdida dentro daquele bebê conforto enorme para ela! Não conseguia deixar de pensar que naquela altura do campeonato era para ela ainda estar na minha barriga!

Ter escutado o chorinho dela ao nascer foi algo incrível e inexplicável... É maravilhoso olhar para ela e saber que ela é fruto do nosso amor... Chegar em casa (no caso não na nossa mesmo) deu a sensação de que ela era nossa de verdade e agora era tudo por nossa conta, sem ninguém do hospital dizendo o que fazer e pressupondo que eu não sabia nada!

Mas não posso deixar de falar que o parto em si foi uma grande frustração e deixou um sentimento de algo inacabado... Uma sensação de que tiraram ela de mim, que me roubaram a barriga... Muitas podem dizer ou pensar que é bobagem pensar isso, que estou pensando muito mais em mim do que na Lara, ou só no meu bem estar do que no dela, mas não é bem assim...Não é nada assim...
Pensar que nos foi roubado o direito de ter um nascimento (o dela no mundo e o meu como mãe) humano e singelo me enche de tristeza e indignação!

Há muita coisa envolvida, e eu ainda estou lidando com elas... Com certeza o medo de cirurgia e o fato dos pontos terem demorado um pouquinho para ficarem 100% me afetaram muito, me deixando as vezes muito triste. Mas são altos e baixos, e estou lidando com eles, há dias melhores e dias piores...

Hoje só penso em ter nosso novo dia a dia com a Lara “restabelecido” (sei que tudo será diferente agora e de uma maneira maravilhosa), de poder fazer tudo o que queremos, não vejo a hora de poder curti-la sem neuras na cabeça (qto a minha recuperação).

A experiência de ser mãe é maravilhosa e amo cuidar da minha bebéiazinha, já a experiência do parto... não posso dizer a mesma coisa...

Tudo isso só me fez mais partidária do parto normal, humanizado, natural...

Espero curar este meu trauma para no futuro poder engravidar de novo e quem sabe ter um menininho... Se Deus quiser...

Sou grata a Deus pelo dom da maternidade, por ter uma filha linda, feliz e saudável. Pelo meu marido, meu porto seguro, minha fortaleza no período mais difícil da vida. A minha mãe por ter me posto no mundo e me criado tal como sou. A Ivanilde minha parteira, pelo seu carinho, cuidado, suas orações e sinceridade. Ao Gama, que abre os olhos daquelas que desejam enxergar, pelas informações e todas as trocas maravilhosas e apoio nos encontros de grávidas e nos de pós-parto, sem contar os ombros para chorar e os ouvidos de pinico (rsrsr)! E a minha filha que faz de mim cada dia mais feliz!!!