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sábado, 1 de janeiro de 2011

1º aninho da Lara!!!



Ah... um ano já se foi! Um ano passou. Passou rápido, depressa, voou!

Minha linda bebê já tem um ano!

Uma ano de alegrias, um ano de correria, um ano de novidades, um ano de realizações!

Mal posso acreditar que você já tem um aninho minha picota!

Passei esta última semana só relembrando cada momento que foram os últimos seu dentro de mim, mas que eu nem sabia...

Fui revivendo tudo, lembrando, sentindo de novo! Refazendo!

Seu corpinho miúdo agora se aventura em pequenos passos sozinhos... Seu chorinho alto e agudo, agora se arisca em palavras e balbucios mil...

Como estou feliz de ver que você fez 1 aninho!

Está crescendo e se desenvolvendo e como é maravilhoso ver tudo isso acontecer! Suas primeiras conversas... primeiras brincadeiras... o arrastar, o engatinhar... seus primeiros passos independentes...

Nada do que vivemos neste ano passou perto dos meus sonhos... Eu sempre te quis, mas nunca poderia imaginar que seria assim tão maravilhoso ser mãe, sua mamãe!

Nada paga seu abraço e sorriso ao acordar, cheirar seu pescoço, morder seu pezinho... Você é minha jóia, minha preciosidade!

A minha alegria e a do papai são tão grandes, tão profundas que é impossível descrever... Só dá para dizer simples palavras: obrigada por existir! Estamos muito felizes com você!

Obrigada meu Deus por esta benção maravilhosa, obrigada por ter nos dado a benção da maternidade e paternidade... Onde tantos custam a realizá-la, estamos nós aqui com nosso presente em mãos, abençoados por nos ter escolhido para sermos co-criadores com o Senhor!

Obrigada!

Parabéns Lara, nossa luz, nossa benção!

Beijos da mamãe e do papai!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retro Lara 31/12/2009!!!

Poiis é, praticamente um ano se passou! Digo praticamente poruqe ainda não chegou a hora em que minha filhinha saiu da minha barriga para este mundão todo!

Continuo minha retrospectiva do nascimento, tentando absorver e entender mais e tentando deixar para tras a tristeza que envolveu as circunstâncias do parto afim de me libertar para a vida!

Depois de me deitar, já com as roupas escolhidas que levaria para a maternidade - porque eu não queria admitir, mas sabia que o Wil tinha razão que iríamos para o hospital -, deitamos, para tentar descansar e dormir.

Lá pelas 3 e tantas da manhã comecei a sentir algo estranho, uma dorzinha boba. Passou. Voltou. Passou. Voltou. Opa, isso era contrações ou cólicas? Pra mim era cólicas, não sentia a barriga endurecer nem nada. Levantei, despertei o marido e começamos a contar o tempo de intervalo, esquecemos de contar a duração, mas não era nem 1 min. Acho que eram pródomos.

Depois de pouco tempo veio o início de febre que foi subindo devagarzinho e chegou a uns 38 e tanto (acho que meio). Meu marido falou com a parteira que no pediu para ir ao hospital, pois poderia ser uma infecção! A estas tantas já estava a umas 7hs com a bolsa vazando.

Me lembro do tom da voz da parteira me dizendo que eu sabia que se fosse para o hospital particular eles iriam fazer uma cesárea... E de eu dizendo que tinha medo de irmos sozinhas para um público e eu acabar sozinha, sem acompanhante e cesariada também! Consigo lembrar certinho daquele tom e de um medo tomando conta de mim ao mesmo tempo que me sentia sem saída!

Levantei, fiz uma lista de coisas para minha mãe fazer e buscar na minha casa, me troquei, peguei bolsa e fomos para o hospital.

Me senti atônita, esperançosa, desejosa, triste, feliz, pensando em mil palavras e ao mesmo tempo em nada! Acho que minha vontade era que nada daquilo fosse realidade...

AO descer do carro senti muita aguá saindo, as dores continuavam fracas, mas eram chatas, incômodas, doía o quadril, exatamente igual a quando eu tinha cólicas...

No ps fizeram os exames de praxe, minha febre havia desaparecido, estava entre o normal e o febril, batimentos da Lara ok, pressão ok, tudo ok (no fundo eu sabia disso).

Ao fazerem o toque minha tristeza, eu ainda tinha 1,5cm de dilatação, mas o colo "já" estava médio (era um progresso oras). O médico indica a cesárea, eu recuso, ele insiste, eu explico os motivos, ele faz cara de "acho que não", eu peço a indução, ele diz que poderia, mas que era tarde demais, eu insisto de novo, uso argumentos (poucos - estava comendo pelas beiradas, tentando não bater de frente), ele usa um golpe baixo, conta casos de morte de bebê por insistência da mãe em ter o parto normal, eu continuo a saber que posso, que temos tempo, que tudo estava bem, que ele estava pressionando... sozinha não podia, não queria ser teimosa na hora errada, não queria arriscar a vida da minha bebê, mas sabia que era besteira tudo aquilo, estava massacrada, derrotada e sem apoio... Aceitei. Chorei. Morri por dentro.

Subi para o quarto como quem vai a um enterro. Não era aquilo que desejava para o nascimento da minha filha, não eram aqueles sentimentos, eu queria estar alegre, eu queria estar feliz, mas eu sentia uma grande, imensa tristeza, meu coração apertado. Sabia que um grande suplício se iniciava ali!

Muita encheção de saco, rotinas, burocracias sem fim. eu estava irritada ao ponto de dar um belo coice em quem viesse me falar aborinha... e segurei algumas vezes, outras desembuchei!

Minha vontade era gritar com todas ali, era xingar aquelas enfermeiras, era fugir do hospital, mas eu tinha coragem? Não. Eu fui covarde! Covarde para lutar, covarde para falar, covarde para exigir, covarde para agir!

Fui. Lá estava eu deitada naquela maca tão fina que achava que eu cairia dela se me mexesse para os lado. Sozinha, sem meu marido. Que vontade de gritar, de correr, de sumir. Quanta aflição e dor me esperavam. Quanta indelicadeza, quanta frieza, insensibilidade. Quanta falta de respeito, quanta substimação!

A anestesia foi o momento de maior medo, angústia e desrespeito. Que ódio eu senti! Foi o momento em que deixei de ser a parturiente e virei um pedaço de carne viva a mercê de que me mexia e remexia!

O momento em que o Wil chegou perto de mim me trouxe mais alívio, mais carinho, mais segurança...

Que tristeza não saber se seu bebê está nascendo ou não, o que está acontecendo... Não sentir nada é a pior das condições do nascimento!

Ela nasce. Linda. Perfeita. Saudável.

Um pequeno miadinho surge e logo depois um vigoroso e dolorido choro, alto, estridente que não cessa, não para. É desesperador e triste.

Não a vejo. Só a vi depois de todos os procedimentos realizados. E quantos! Me dói o coração, me revira o estômago, me revolta saber o quanto a sua chegada ao mundo foi desesperadora, difícil e medonha para ela. Quanto medo ela não deve ter sentindo ao se ver, de repente, num lugar estranho, tendo sensções estranhas, o peso do corpo, que antes flutuava nas águas do ventre, agora aperta sesu músculos, ossos, pulmão e tudo mais! Para quê tudo isso? Desculpa filha! Desculpa por nunca poder mudar esta primeira experiência no mundo!

Quando ela vem, vem embrulhada, só vejo seu rosto e agora entendo sua feição (depois de ler Nascer Sorrindo entendo sua máscara), seu horror e entendo porque depois de tudo isso seus traços mudaram, na verdade voltaram a ser o que sempre foram.

Não me desamarram, não a encostam em mim, só consigo olhá-la bem de perto, e mais nada!

Vai embora, para longe de mim, o pai também!

Fico ali estendida, continuo a mercê, desrespeitada, inerte. Os médicos conversam as mais frívolas coisas, falam dos erros de seus colegas enquanto eu estou ali aberta, acordada, desrespeitada!

Uma lentidão, uma demora, mil burocracias...

Volto para o quarto, nem sei quanto tempo passou, mas acho que não mais que 1 hora...

Minha bebê vem mamar, ainda sujinha e posso vê-la melhor, pegá-la finalmente, não no colo propriamente dito, mas tê-la juntinho do meu corpo...

Nem dá para acreditar que eu já sou mãe. Foi tudo tão rápido, inesperado. Ainda não assimilei! Vejo, sei, mas não sinto que sou mãe!

Um sentimento de roube me invade a alma. De repente eu não tinha mais nada na barriga. Aqueles movimentos constantes e deliciosos não existem mais, eu nem senti eles terminarem, o processo de corte foi rápido e brusco demais, eu não estava preparada para perder minha menina assim.

Vai me caindo a ficha de que eu fui atropelada pelo sistema, de que sou só mais uma ali, uma a menos para dar trabalho, uma mais nas estatísticas, mais uma linda cesárea! Ninguém considera as consequências dela. Ninguém se preocupa comigo, meu bem estar. Ah, quer dizer, se preocupam sim, do me bem estar físico. Toda se recuperam não é mesmo, mais cedo ou mais tarde! Ninguém pensa nos nossos sonhos, desejos, planos! Por que a vontade do médico - sua preguiça, medo, despreparo, ponto de vista - vem sempre antes do nosso? É nossa vida, nosso corpo, nosso filho, nosso ponto de vista! Quem tem o direito de nos roubar isso? Quem tem direito de nos forçar? Quem tem direito de menosprezar a vida gerada, carregada, suportada, amada que nos pertence? NINGUÉM TEM! Que sociedade! Que mundo! Que seres humanos! Humanos? Acho que não. Seres individuais, não sujeito, porque sujeito é alguém, são seres, só isso! Individualistas. Olho no umbigo. Orgulho e prepotência. Miséria da sociedade.

Quando volta definitivamente para o quarto é muito bom, vê-la limpa, com suas feições verdadeiras, na roupinha que escolhemos, vê-la no colo do pai, feliz, orgulhoso... Aquilo foi uma gota de pureza e felicidade no meu coração!

Queria ficar ali, só nós três, falando de tudo, como tinha sido, o que tinha acontecido, falando dela, olhando para ela. Mas eu estava imóvel naquela cama, deitada, adormecida, não podia fazer nada, só olhar!

Como pode ser aceitável? Sonhar, desejar a vida inteira um bebê, ela chegar e eu ser espectadora? Como uma mãe pode ser espectadora neste momento? Que dor.

Naquele dia mais a noite nosso quarto foi invadido pelo som, não tão alto, dos fogos de artifício que anunciavam a chegada de 2010. Eu nem dava importância a eles, eles não significvam nada para mim. De relance pensei na minha mãe e família em casa. Olhei para o lado e vi minha bebê dormindo envolta nas coberta, serena, sem se quer mexer um dedo como barulho dos fogos!

É tão difícil absorver tudo isso quando os desejos e planos eram tão mais carinhosos e amorosos... dá remorso, dá fraqueza, dá tristeza novamente.

Saber a realidade de cada processo vivido tanto por mim quanto e principalmente por ela traz uma verdade dolorosa para o coração, algo irreparável, traz junto raiva, frustração, indignação!

Este dia foi o dia mais difícil que eu já vivi. E ambiguamente foi o dia mais feliz da minha vida! É difícil entender, explicar. Foi a realização de um sonho, a transformação de uma só carne em família. Foi ter fora de mim parte de nós.

Ficou a falta. Faltou sentir, faltou fazer, faltou nascer. Nascer um bebê e nascer uma mãe/mulher!

Lara foi nascida! Linda. Perfeita. Saudável. Maravilhosa. Alegria de nossas vidas. Benção do céu. Presente de Deus. Querida, desejada, gerada, cuidada, escrita nas mão do Criador, modelada.

Minha filha.
Nossa filha Wil!

LARA.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retro Lara - o tal dia 30/12/2009!

Agora são 2h40 da madruga do dia 30/12/2010 e eu estou aqui lembrando do ano passado, tentando ao longo deste ano juntar meus pedacinhos, entender as coisas, absorver algo, sei lá. E vejo que não sei se cheguei a algum lugar!!!

Este dia foi decisivo na minha vida, muito mais do que poderia imaginar...

Fui pega de surpresa com a bolsa rompendo lá pelas 10hs e tanta da manhã do ano passado. Fiquei sem entender o que estava acontecendo e acho que estou assim até hoje!

Parece que naquele momento em que a parteira me falou ao telefone que provavelmente eu tinha tido uma ruptura alta da bolsa das águasum botão se desligou em mim e eu apaguei, virei outra pessoa, desconectei, sei lá o que aconteceu comigo!

Sei que não estava preparada para aquilo, consigo ver hoje que na verdade me parecia que nada daquilo era verdade, não imaginava que tudo fosse dar errado, mas também não parecia que o sonho do nascimento que eu havia preparado iria acontecer, eu pensei bem lá no fundo, quase que inconscientemente que meu parto domiciliar não iria acontecer. Eu sabia muito bem porquê, na verdade nem achava que estava pensando isso, mas estava.

Minha mãe chegou do mercado eu estava na cozinha sentada montando as lembrancinhas dela e disse que achava que a Lara iria nascer e minha mãe fez uma cara de dúvida, achei que não deu muita bola. Em seguida, curiosamente, minha sogro e sogro lá do interiro ligam para saber da gente e recebem a mesma notícia também!
Falei com minha parteira duas vezes antes de encontrá-la na casa de outra pessoa que também estava para parir. No exame tudo ok, porém havia várias coisinhas que eu não peguei ali no momento e acabei desconsiderando, sem querer, sem mesmo ter consciência delas...

Não tinha exame de strepto (eu já tinha pra mim que sem ele não arriscaria um pd; tinha bolsa rota sem contração (ok - porém meu maior medo), sem dilatação (ok), colo grosso (ok) há 4hs;
A parteira disse que ficava a nosso cargo ir ou não ao hospital, mas disse que dava para esperar ainda.

Eu sem conectar uma coisa a outra tive todos os sinais de que precisava me dizendo que TALVEZ fosse bom ir para o hospital naquele momento ou mais tarde e garantir uma indução, porém não foi o que fiz.

Passei o dia esperando as dores, prestando atenção a cada coisa que me acontecia e nada acontecia. Fui ao mercado comprar uma banheira que não tinha ainda, na farmácia, andei um pouco e passei o resto do dia no sofá... Parecia que eu estava desligada do mundo.

Tentava ficar conectada a internet, mas ela caia o tempo tod e assim passei o dia "longe" de pessoas que poderiam ter aberto meus olhos, me acordado para vida e tudo mais, parece que o mundo já conspirava contra mim!

Fiquei até tarde acordada com o Wil, conversamos muito, mas pouco também - engraçado isso, não sei explicar. Wil estava bem apreensivo, já sabia que não ia dormir aquela noite... Tomamos banho tarde da noite e fomos para cama.

Conversamos e lembro do Wil tentar me dizer indiretamente que do jeito que estava íamos para o hospital e que provavelmente poderia dar em cesárea, nada direto, tudo entre linhas, e hoje eu sei que eu me recusava a acreditar nisso!

Aceitei escolher as roupinhas e colocá-las na mala para passar no outro dia e ver no ia dar!

Ainda não entendo muito bem, ou me recuso a aceitar, não sei ao certo, o que aconteceu naquele dia, mas hoje enxergo o mundo de possibilidade que eu tinha e que não sei porquê não pensei nelas no dia, não entendo o que me deu!

Hoje, agora mesmo, sinto um frio na barriga de pensar em tudo o que aconteceu nesta mesma data há um ano atrás. Frio na barriga! Lembrar de tudo é como relar na forte emoção vivida e um pouco dissipada já, mistura de medo de tudo voltar a tona ou de simplesmente sentir o "deixar passar". É como um marco, é como viver de novo, dá medo, dá vontade de tentar de novo! Dá vontade de esquecer, dá vontade de mentir! Dá remorso!

Dá vontade de consertar!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fraldas de pano - eu uso!

Oi minha gente!

Já faz alguns meses desde que a Lara começou a usar fraldas de pano.

A primeira vez que ouvi falar das mesmas sempre pensei naquela coisa esquisita branca, melequenta e trabalhosa das fraldas brancas com calças plásticas. Soava algo só para quem não tinha condições de ter fraldas descartáveis ou bebês alérgicos.

Quando comecei a ir atrás de encontrar um sling para Lara descobri outras fraldas de pano, feitas no formato das descartáveis, lindas, charmosas e práticas (aparentemente pelo menos). Fiquei com vontade de ter só porque eram lindas hahha!

Passou.

Meses depois que a Lara nasceu tive outro contato com fraldas de pano, mas sem muita empolgação. Aí eu descobri algo que eu não sabia, quer dizer, sabia, mas não exatamente!

Fraldas descartáveis levam cerca de 450 anos para se decompor no meio ambiente. Só a Lara usava cerca de 116 fraldas/mês com 5 meses, quer dizer que no início ela usou bem mais que isso. Somados os meses a dois anos de vida (mais ou menos), percebi a catástrofe que ela causaria ao meio ambiente e aí pegou no meu calo!

Eu que sou defensora dos animais, prezo pela vida dos mesmos, pelo seu habitat, pelo respeito a sua liberdade não podia deixar de pensar que estava cooperando para estragar a casa deles! Também não podia deixar de pensar que eu como cristã, que acredito que o mundo foi criado por Deus e deu aos homens a responsabilidade de cuidar de tudo, estava cooperando para a destruição do mesmo!!! É minha responsabilidade cuidar do meio ambiente, dos animais, da vida, da flora como cristã que sou!

Mas ainda tinha um porém, assaduras! Lara tem pele delicada, muito sensível, tinha medo de causar assaduras nela, coisa que NUNCA teve, mas aí me explicaram que a maior causa de assaduras eram por causa da química contida nas fraldas descartáveis, que em tecido natural a pele não tinha o que rejeitar. Pronto a última pedra havia sido tirada!

Então eu e meu marido tomamos a decisão de usar as fraldas de pano!

Comprei 2 para experimentar e desde então me apaixonei. Mas até aí não conseguia usar 100% do tempo, pq não tinha muitas, então não podia dizer que o negócio era realmente simples como as descartáveis. Mas hoje eu posso!

Aqui, para nós, fraldas de pano são muito práticas, só tem um incoveniente a bolsa de sair fica mais cheia por conta delas, mas só!

Hoje Lara só não usa fraldas de pano para dormir a noite, de resto, só fraldas de pano!!!

Hoje as fraldas de pano são muito mais modernas e práticas, muito mais difícil de ter vazamentos, portanto se assemelham e muito as descartáveis... E cá entre nós, Lara tem muitas fraldas de pano que seguram muito mais tempo de xixi do que algumas marcas descartáveis do mercado, tida como de ótima qualidade por muiiiiitas mamães!!! Acreditem se quiser!

Sobre praticidade não tenho do que reclamar, as lavo dia sim, dia não, a noite. Estendo e normalmente no outro dia pela manhã estão todas secas. Não precisam ser passadas (e é melhor que seja assim), nem alvejadas, basta sabão de coco e água!

Esfregar só as de coco, e depois máquina de lavar! A bendita faz tudinho!

Mas ainda tenho a impressão que rola muita insegurança e preconceito sobre as fraldas de pano. Uma das razões é que quando surgiu as descartáveis elas eram imensamente caras e só pessoas com poder aquisitivo razoável/alto podiam pagar! Acabou se tornando um artigo de luxo. Pessoas comuns, como a minha mãe, por exemplo, eram "obrigadas" a usar fraldas de pano em seus bbs. Fraldas que vazavam, numa época em que se acreditava que TINHA que quarar as fraldas, passar, demandava um trabalhão... Sem falar que não xistiam máquinas de lavar tão modernas como as de hoje, inclusive com lavagem de higienização. Então a medida que as classes sociais de renda mais baixa foi conseguindo adquirir estes produtos ele também se tornou uma conquista de status, quem continuava a usar fraldas de pano era porque era muito pobre ou o bebê tinha alergia de todas as marcas disponíveis no mercado!

EU penso que hoje podemos olhar para trás e reavaliar estas questões. O meio ambiente está numa situação crítica, e nós fizemos isso, usando produtos poluente, artigos de plástico em demasia, excesso de descarte de lixo e etc. É preciso deixar questões, na minha opinião, tão fúteis e pensar em algo maior, melhor. Todas nós mães queremos o MELHOR para nossos filhos, o melhor de tudo, sem dúvidas, e pensar no melhor é também pensar em deixar o melhor planeta para eles e nossas gerações viverem! Deixar um planeta melhor para os filhos e filhos melhores para o planeta!

As escolas trabalham anualmente com temas sociais e de meio ambiente, vemos em todos os lados propagandas e incentivos educacionais para conscientização da reciclagem, a coleta seletiva e etc...Mas e na prática, será que acontece muito também? Não sei!

Soube de fraldas descartáveis biodegradáveis, que se decompões em cerca de 50 dias, maravilha não é?! Mas até onde eu saiba, não existem no Brasil. Seria uma saída? Acho que sim! Mas me veio outra questão, mesmo usando fraldas biodegradáveis, será que, por conta da quatidade de fraldas descartadas num determinado lixão, elas não saturariam a terra? Também não sei. Penso que mesmos estas deveriam ser usadas com moderação...

Isto aqui não uma intimação (até parece rsrs), ou algo do tipo. Cada um tem suas escolhas, esta foi a minha. Não desmereço quem opta pelas descartáveis ou coisa do tipo. Cada um na sua né? Mas fica aí minhas impressões, e o porquê das minhas escolhas, quem sabe, assim como eu fui inspiradas por outras mulheres eu sirva de inspiração a alguma corajosa que resolva experimentar... Afinal das contas, não custa nada né?!

O mundo, o meio ambiente e o futuro agradece MUIIIITO!!!

Uma fotinho da Lara quando começou no mundo das fraldas de pano:




Quer saber mais:
grupo de discurssão no yahho sobre fraldas de pano: fraldadepano@yahoogrupos.com.br

Beijos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Relato de amamentação


Nossa história de amamentação começou bem em alguns sentidos, ruins em outros, mas foi um caminho a ser percorrido, uma luta a ser vencida...

Lara infelizmente nasceu de uma cesárea desnecessária, induzida por um médico sem ética que colocou medo em mim e no meu marido. Assim que nasceu não pude vê-la, nem tocá-la, que amamentá-la como meus planos. Depois de aspirada, medida, pesada e isso e aquilo a trouxeram para eu ver, simplesmente ver. Daí seguiram-se o fechamento do buraco da barriga, a subida para o quarto (pelo menos não tive que ficar em sala de recuperação – fui direto para o quarto), e assim que cheguei lá, minutos depois, me trouxeram a pequena, ainda sem o banho, para mamar. Pensava que ainda era a primeira hora, mas não, já havia se passado algumas, poucas sim, mas algumas. Por sorte ou benção – prefiro acreditar que por benção – a Lara pegou de primeira, bonitinha, certinho, como deve ser, mas não sugou muito, não tinha muitas forças.

Aos poucos fomos sabendo do real estado dela... Estava bem, ótima, mas era um bebê de baixo peso, pré-termo (nasceu de 37 semanas) e PIG (pequeno para idade gestacional). Então mamar e ganhar peso era a ordem da situação. Porém era fraquinha, dormia muito, não acordava para mamar. Era preciso deixá-la quase só de fraldas para que acordasse e mamasse um pouco. As vezes engrenava e “mamava” por bastante tempo, mas não sugava muito, pois não tinha esta força.

Em menos de 24hs ela apresentou icterícia e as preocupações aumentaram. Foi para a fototerapia, o que a fazia suar e perder peso. Assim foram 2 dias. De 2,185k que nasceu, foi para 1,800k. Ficamos muito preocupados e meu leite que tinha acabado de descer não saia do peito. As enfermeiras vinham e apertavam, espremiam e nada, saia 2, 3 gotinhas de leite de dávamos mesmo assim pra ela. Mas ela tinha que mamar no máximo a cada 2hs e o máximo que desse para eliminar a biliburrina que causa a ictería. Mas com que leite??? Neste momento, mesmo sabendo que o meu leite era o melhor que poderia oferecer a minha filha perguntei sobre o complemento, a médica negou oferecer, pois como era pequena mesmo (prematura para a médica) não era aconselhado, podia dar alergias e etc. OK. Lá continuamos nós, a cada duas horas.

Cinco dias depois do dia que chegamos fomos para casa, com a Lara pesando 2,055k e uma receita de complemento caso fosse necessário. Chegando em casa tudo correu bem no início – como estava até então -, com 7 dias do nascimento voltamos na médica e a Lara havia engordado cerca de 19g/dia só no peito, ficamos muito felizes, mas ainda não estava liberada, com um peso fora de perigo. Era tão pequenininha, só lhe cabiam roupas de prematuro. Na semana que se seguiu ela chorava muito no peito, esticava as pernas, lutava, ainda não sugava bem, dormia muito e ainda estávamos no esquema de mamadas a cada 2 horas. Estávamos com medo de que ela pegasse alguma coisa e por seu baixo peso tudo se transformasse num pesadelo terrível, então decidimos pelo complemento (sozinhos mesmo, sem nenhuma indicação mais precisa médica) e dávamos cerca de 3 mamadeiras de 30ml por dia. Nesse meio tempo eu estava muito triste por isso que acontecia. A cada dia que passava meu leite diminuía ou a demanda aumentava, não sei dizer ao certo, sei que não era o suficiente. Junto a isso tinha um Baby Blues aterrador, que me deixava constantemente deprimida, não conseguia me alegrar e esta tristeza estava afetando a produção de leite não engrenar.

A parteira que faria meu parto nos visitou e nos disse a respeito do relactador, um sistema de amamentação com complemento no próprio seio materno por meio de sonda e nós fomos atrás de fazê-lo, afinal o que eu queria era amamentar exclusivamente até o 6º mês. Fizemos e em uma semana já vi uma pequena melhora. Mesmo assim ela nos indicou uma médica pediatra que também dava apoio a amamentação e lá fomos nós.

Depois de uma longa conversa e consulta maravilhosa com a Dra. Sandra, ela nos disse que não era necessário complemento, que pela evolução do peso dela poderíamos experimentar o leite materno exclusivamente para ver no que ia dar, e em 15 dias voltaríamos.
15 dia depois tudo bem, mas com muita luta. E assim seguimos, amamentando somente no peito.

Nós tivemos tempos de amamentação exclusiva, tempos de complemento 1 vez ao dia, dias tranqüilos de mamadas, outros bem complicados.

Fiz ordenha manual, ordenha com máquina, tomei muiiito chá, muiiita água, lentilha, milho, canjica, castanhas, tomei 2 homeopatias, fiz TUDO o que estava ao meu alcance para conseguir amamentar até o 6º mês exclusivamente. Ouvi muitas críticas por minha filha ser pequena e eu insistir em “só” amamentar. Mas a pediatra dela nos fortalecia a cada consulta, dizendo que ela estava bem, que ela nunca tinha perdido peso ou deixado de ganhar, sempre muito esperta e se desenvolvendo bem, que não havia motivos para complementar e a cada mês eu me fortalecia um pouco mais de tudo que havia acontecido no mês.
Houve sim períodos em que precisei complementar as mamadas, e eu fazia chorando e me desculpando, pois sentia uma certa incompetência da minha parte, mas era necessário e nestes momentos meu marido permanecia ao meu lado me consolando, dizendo que já fazíamos tudo, que eu não tinha culpa... me apoiava muiiito.

Minha filha sempre foi pequena, miúda, mas tinha dobrinhas, hoje a Lara está com 7 meses e meio. Linda, saudável – nunca teve NADA -, arteira, enérgica. Mamou até o 6º mês exclusivamente no peito, aos trancos e barrancos, mas mamou e com 6 meses começamos a introduzir os alimentos sólidos complementares. Ela aceitou TUDO muito bem, come muito bem e gosta de tudo que prova. Ainda amamento nos intervalos das papas e a noite, e sempre em livre demanda
.
Pretendo continuar amamentando até os 2 anos pelo menos e ir seguindo enquanto for bom pra ele e para mim.

O caminho que tivemos não foi fácil, tínhamos TUDO para desistir, para ir pelo caminho mais fácil, mas decidimos lutar e fazer o que achamos ser o certo e o MELHOR. Lutamos e não foi fácil, mas foi maravilhoso e muito compensador. O olhar dela para mim enquanto amamento não tem preço, o carinho da mãozinha dela no meu rosto ou no meu seio, a ligação que se estabelece não tem preço.
Amamentar não é somente BOM é necessário para a construção da ligação mãe-bebê, faz bem a um e a outro, é prático, barato!

Não me arrependo em momento algum dos caminhos que escolhi traçar, de ter lutado, sofrido, chorado... Tudo foi válido, tudo é válido quando se trata da saúde e bem estar do nosso bebê.

Hoje tenho a sensação de dever cumprido, mas não acabado. Continuo tomando chás, tomando minhas duas homeopatias e sigo amamentando e assim será!

Gostaria que as pessoas tivessem consciência da importância da amamentação, que frases como “Ah, mas se precisar complementar, não tem problema, não fará mal, é para o bem do bebê!” deixassem de existir. Tem problema sim gente!
Se carregamos por 9 meses um bebê na barriga, passamos por enjôos, dores no corpo, limitações, hormônios a mil e etc... Lutar pela amamentação vai no mesmo sentido. Nada na vida vem fácil, é preciso lutar.

Para algumas tudo transcorre fácil, normalmente, tudo flui, para outras, como eu, as coisas acontecem de maneira truncada, difícil, cercada de dúvidas, e lutar por uma amamentação sadia, completa e no mínimo por 6 meses é obrigação materna!

Este relato é para aquelas que tem dificuldades neste processo, para que não desistam, para que saibam que sempre há solução, existe saídas, mas é preciso buscá-las, lutar e no fim a recompensa virá!

Agradeço a Deus pelo dom da maternidade, pela consciência do meu ser maternal, por ter conseguido, mesmo com as lutas, amamentar e ainda continuar nesta empreitada;
À querida Ivanilde, minha parteira do coração, por ter me ajudado, me escutado, me mostrado caminho e ter sempre estado disponível para mim;
Às queridas maternas da lista matrice que sempre deram apoio e incentivo, me ajudando a acreditar em mim, dando dicas, me impulsionando a nunca desistir da amamentação exclusiva materna, vocês são lindas, moram no meu coração!
Á querida Dra. Sandra que com sua doçura, carinho e tato sempre nos deu certeza da saúde da Lara, nos incentivando a continuar amamentando, sendo compreensiva e ouvinte quando necessário, por toda sua imensa ajuda, sem ela eu não teria perseverado e teria desistido no meio do caminho. A amamentação da Lara só foi possível graças à ela!
E ao meu marido, companheiro em todos os momentos, paciente e carinhoso, que me escolheu e me aceitou com todas minhas falhas e implicâncias, que nunca cansa de mim e nunca me deixou desacreditar que eu era capaz! Eu te amo sempre!

MUITO OBRIGADA!

domingo, 16 de maio de 2010

Processando...

Ainda não digeri minha cesárea e o porquê dela ter acontecido depois de uma gravidez tão boa, da minha bebê ter estado sempre tão bem, inclusive no momento em que foi decidido que me abririam para tirá-la de mim!

Pois bem... Esta semana que passou mandei um email detalhado sobre tudo o que passei no hospital em a tive e de como me senti frustrada e desrespeitada naquele lugar. Ao contar para meu marido sobre o que eu havia feito disse que queria que ao menos eles se desculpassem por tudo o que eu havia passado lá. No dia seguinte recebo uma ligação da diretoria do hospital fazendo exatamente isso, se desculpando pelo hospital não ter atendido as minhas necessidades, que questões clínicas só com o médico que fez o parto, mas nas outras questões ele se descupava e ficava agradecido pois meu email e reclamações ajudariam o hospital a melhorar! Bom o mínimo pelo menos!

Sempre ouvi as meninas do Gama me dizendo que eu precisaria um dia descobrir o qye fez que meu parto não acontecesse como o planejado se não tinha nada clínico impedindo que isso acontecesse, mas eu realmente não entendia isso, achava smpesmente que Deus havia me traído, que meu corpo havia me traído e que o mundo conspirou contra mim! Que isso poderia sempre acontecer com qualquer uma, mas como eu sou sempre A sortuda, tinha sido a bolacha da vez!

Mas hoje acordei com vontade de ler coisas sobre VBAC, risco de parto normal depois de cesárea, parto domiciliar e etc... Acabei achando um relato de um VBAC domiciliar e a pessoa conta que depois de muitos sinais de parto, de uns 2 ou 3 dias ou mais nisso chegou a conlusão que ela estava trancando o processo, isto pq quando tudo aconteceu o berço do bb não havia ficado pronto, as bonequinhas feitas por ela estavam molhadas, as prateleiras não estavam instaladas e ela chateada com tudo isso. Neste meio tempo a bolsa rompeu completamente e nada de TP ainda. Quando o berço chegou, ela conta que ao terminar de colocar os protetores, lençol e bonequinhos as contrações simplesmente aumentaram e MUITO e ficaram ritimadas, o TP engrenou!

Percebi que foi isso que aconteceu comigo. Quando soube da ruptura alta da bolsa desejei que não fosse a hora, não estava em casa, o quarto da Lara não estava pronto, as roupas não estavam passadas, eu ainda não tinha feito as fotos que tanto queria no parque, e outras tantas coisas... Era cedo (37 semanas), não tinha o último ultrassom, não tinha o exame de strepto, minha parteira estava em outro parto... Ah tantas coisas... Não queria que a hora tivesse chegado, não antes do ano novo! Se eu soubesse que coisas assim, tão subjetivas, tão interiores, tão inconscientes pudessem afetar o TP eu teria feito um esforço sobre humano para excluir isso da minha cabeça, ou corrido para por tudo em ordem, para a minha cabeça liberar meu corpo para agir como a natureza o programou! Que pena!

Sinto agora um misto de culpa e de alívio... Culpa pq foi por causa destas minhas futilidades ou necessidade de controle que atravanquei tudo, o invés de cooperar! e alívio por entender o porque meu corpo não cooperou, porque que acabei com um corte na barriga.

Acho que estes dois acontecimentos, a desculpa do hospital e este entendimento sobre minha mente, vão me ajudar a enterrar de vez esta dor e a sair do luto! É o que mais quero o que mais desejo! Não quero mais derramar uma única lágrima por causa desta cesárea e sim viver minha maternidade e dar todo carinho e aconchego que a minha filha precisar para compensar a maneira desumana que ela chegou a este mundo (mesmo qdo ela não me deixa se quer comer, pois quer ficar grudadinha rsrrsr).

Amém a isso!!!
Bjosss

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Meu parto!


Bom, vou começar contando de nossas escolhas e de como tudo aconteceu, pois isso interfere diretamente em como estou enfrentado tudo!

Sempre pensei em ter um parto normal, nunca me passou pela cabeça fazer uma cesárea agendada ou coisa parecida. Não me parecia bom e eu sempre tive muito medo daquela anestesia na coluna, sempre que pensava nisso me arrepiava (de verdade), sem contar no pós-operatório, pontos e etc já me faziam encher os olhos de lágrima por medo! Então PN era o caminho!

Antes mesmo de engravidar já sabia de informações de partos naturais e era o caminho que eu queria, sem anestesia, o mais natural possível, contando que a natureza me ajudaria a parir como Deus criou as coisas...

Quando engravidei a busca aumentou e fui me informando de tudo até que cheguei aos relatos de partos domiciliares. Aquilo me encantou, mas fiquei com medo, como podia dar certo? Meu marido nem cogitava. Então tá, o importante era o apoio dele. Decidimos que procuraríamos maneiras de ter um parto natural num hospital. Acreditávamos que bastava um médico que nos apoiasse e pronto nossa vontade seria respeitada. Ledo engano, nós nem imaginávamos a dificuldade que seria isso!

Começamos a freqüentar o grupo do Gama e a nos informar mais sobre tudo relacionado a parto natural. Comecei a tentar um meio de ter um parto assim num hospital comum... Cada vez mais via que era inviável e que na hora do “vamos ver” tudo sairia do controle (se fossemos para um hospital comum). Foi então que a Ana Cris (parteira/fundadora do GAMA) me indicou uma parteira/enfermeira que Tb era adventista para nos ajudar a encontrar um meio termo para o que procurávamos. Ela foi nos visitar em casa, depois de tudo falado e perguntado o Wil disse que queria que a Lara nascesse em casa. E assim foi! Acho que eu devia estar de umas 20 e poucas semanas. Fiquei radiante... sabia que dali pra frente tudo seria diferente.

Minha gravidez transcorreu sem grandes problemas, só com muito enjôo, muito mesmo. Tomei remédio para isso até o último dia de gravidez! Pressão ok, bebe ok e tudo mais, a Lara já estava cefálica desde da 21ª semana quando fizemos o 2º ultrassom morfológico, estava muito feliz,minha pequena estava cooperando com tudo. A única coisa que eu achava estranho, mas que os médicos diziam ser normal era o tamanho da minha barriga, sempre foi uns 3, 4cm menor que o tempo de gestação. Mas eu estava saudável, os exames sempre bons, então ok né!

No dia 30/12 quando levantei pela manhã e fui ao banheiro notei uma mancha meio rosada na calcinha e voltei atônita para o quarto sem entender o que estava acontecendo, eu completava naquele exato dia 37 semanas, ela iria nascer? Fiquei na dúvida se ligava ou não para a parteira... Aí resolvi ir ao banheiro de novo e desta vez senti escorrer um líquido, pouco... Aí ligamos. Expliquei o que estava acontecendo e ela disse que enquanto não escorresse pelas pernas em grande quantidade que eu não precisava me preocupar. Combinamos quando eu retornaria para ela para dar notícias... Lá para a hora do almoço ligamos novamente e fomos encontrá-la. Ela fez um toque e disse que eu tinha tido ruptura alta da bolsa (por isso que vazava aos poucos), mas que estava tudo bem, escutou o coração da Lara e os batimentos estavam normais, tudo ok! Perguntou de ultra, eu não havia feito - tinha deixado para depois das festas -, exame de strepto, também não havia feito, ia completar as 37 semanas para fazer, quer dizer, depois das festas. Neste momento meu marido disse que a feição da parteira mudou ao ouvir strepto + ultra... Ela ainda disse que achava que eu estava muito inchada e minha barriga não estava no tamanho compatível (sempre tive a barriga um pouco menor que a IG, então seria normal, se não fosse o inchaço). Me disse que eu deveria entrar em trabalho de parto até o dia seguinte, mas não necessariamente parir... Mas que nos deixava a vontade para decidir ir ou não para o hospital - é claro que eu não queria ir, eu queria um PD, só depois, atualmente que entendi o que ela havia dito naquele momento, mas é assunto para outro post - então fiquei tranquila que iria ficar em casa mesmo esperando o TP, quer dizer na casa da minha mãe, já que assim ficaríamos perto da casa da outra pessoa em TP em que ela estava atendendo, assim ela chegaria rápido até nós! Minha ficha ainda não havia caído de que a bonequinha ia mesmo nascer lá pelo dia 31/12!

Voltei para casa sem entender direito o que se passava, estava meio aérea e o dia passou a noite entrou e nada de trabalho de parto. Naquele ia a internet não funcionava bem e eu não conseguia entrar em contato com a mulherada da lista, estava sem quase nenhuma orientação... Não queria ligar para a parteira e incomodar já que ela estava atendendo outra paciente que merecia a atenção dela... Então fiquei lá sem saber o que fazer, e não fiz nada! Fui entristecendo sabe, eu nem sabia o que sentia naquela hora, mas parecia que tudo estava errado e fora da hora e algo nada positivo estava para acontecer, não havia ansiedade, não havia medo, não havia sentimento nenhum. Fomos dormir tarde, mas antes separamos as roupinhas que iríamos levar para o hospital, pq naquela altura do campeonato nós achávamos que eu não ia entrar em trabalho de parto e que íamos mesmo para o hospital - meu marido foi quem me convenceu disto, com todo carinho e amor que só ele tem. Lá pelas 3 da manhã quando comecei a pegar no sono comecei a sentir umas cólicas fracas. Dali alguns minutos elas já estavam mais fortes, mas nada de extraordinário e vinham a cada 5 ou 6 min. Ligamos para avisar a parteira que estava num outro parto e ela disse que iria pedir para a outra parteira ir para casa da minha mãe para fazer meu parto. Mas o tempo foi passando, e lá pelas 5hs comecei a tremer muito e sentir frio, fomos medir a temperatura e eu estava com 37 e alguma coisa... Dali um tempo 37 e mais alguma coisa, depois 38, ligamos novamente para a parteira que disse que tínhamos que ir para o hospital, não podíamos mais tentar nada, agora só no hospital, pois havia risco de infecção que precisaria ser tratada no hospital. Já tínhamos conversado em ir para um público pq teria mais chances de ter um parto normal, mas fiquei com medo de ficar sozinha e de no fim das contas precisar de uma cesárea e ter que ficar sem o Wil lá o tempo todo comigo, então fomos para o Hospital Adventista mesmo...

Acordei minha mãe para avisar do que estava acontecendo e do que precisava que ela fizesse para nós... Pedi para passar as roupinhas dela, ir até minha casa pegar minhas coisas, e outras da Lara e levar tudo para o hospital, dei uma lista pra ela... Minha mãe estava meio atordoada.

Quando chegamos lá, eram umas 8hs da manhã, e eu desci do carro senti bastante líquido vazando... No PS explicamos que queríamos ver um obstetra e a atendente nem se tocou que eu estava em "trabalho de parto" (na verdade acho que eram pródomos), acho que ela pensou que era mais um parto agendado. Aí olhei pra ela e disse se eu não podia aguardar lá dentro poque estava em "trabalho e parto" (uma dor incômoda), aí a feição da moça mudou... rsrsrrs Entrei e sentei enquanto o Wil dava entrada nos papéis, mas logo ele veio ficar comigo enquanto a menina deu entrada na ficha... acredito por piedade da mulher em TP rrs, ainda bem né!

Chega o plantonista (clínico), faz as perguntas de praxe e etc... escuta o coração (que estava muito bem por sinal) e ele e a enfermeira fazem aquela cara de alface quando eu digo que estou desde o dia anterior com a bolsa vazando ( e tenho que explicar bem, para não acharem que a bolsa estava completamente estourada desde o dia anterior). Aí chega o obstetra de plantão (meu médico nas 5ªs feiras atende num hospital do litoral e não estava em São Paulo, então nem ligamos para ele, ele já tinha avisado disto), examina, faz o toque e tal e me diz que eu estava com o colo nem grosso, nem fino e com 1,5cm de dilatação (a mesma do dia anterior), sem febre (!!!) e já aconselha a cesárea. Digo da minha vontade pelo parto normal, do medo da cesárea e etc e ele explica que depois de 24hs de bolsa rota, sem muita dilatação, com as contrações do jeito que estavam (nem pareciam contrações), que ele achava que eu não dilataria totalmente até a noite (tempo máximo de espera dele para um PN com bolsa rota), eu já estava com dorezinhas a quase 6 horas e bolsa vazando a 24hs e a dilatação não tinha evoluído nada então achava que não daria em nada. Eu contestei disse que não queria, não era minha escolha, se não podia induzir... Aí ele vem com o papo que é tarde, muito tempo de bolsa rota, se eu tivesse chegado mais cedo... Eu pergunto, mas porque não pode ser agora? Ele desconversa e começa a contar umas histórias de terror de mães que quiseram esperar e o bebê morreu, teve problemas e etc... Então, coagidos, e certos de que insistir não daria em nada, no máximo um parto normal sofrido ou algo pior, e ainda na certeza de que o hospital não tinha UTI neo-natal e se algo desse errado estaríamos sem suporte cedemos (mas não sem muito choro e medo). E lá fomos nós para a preparação. Nesta hora eu me senti derrotada pelo sistema, enganada, diminuída e com muita raiva por dentro, fui tomada por um sentimento de inércia, algo muito triste! Eu não queria acreditar no que estava acontecendo e acho que estes sentimentos tiraram toda a mágica naquele momento, me senti de fora da situação. Foi tudo muito estranho.

Subimos para o nosso quarto, veio uma enfermeira me preparar, outra preencher umas papeladas e mais caras de horror quando falo da bolsa vazando a 24hs! Aí começa uma pedição de exames da gravidez, ultrassom, isso e aquilo, pedindo para eu levar tudo que tinha para lá o mais rápido possível e minha vontade era gritar que eu e minha filha estávamos bem. Chegou uma hora que virei para a pediatra e para a enfermeira e disse “o que você quer saber da minha carteirinha? Eu sei tudo de cabeça e não tenho porquê mentir!”, ai que raiva! Subo na maca e lá vamos nós para o centro cirúrgico... eu ainda não acreditava que iria para a cesárea. Eu estava aterrorizada com tudo aquilo, me maior medo estava acontecendo, eu sentia um certo pavor naquele momento!

Abre aspas: sabe uma situação em que você morre de medo, foge, tem calafrios e etc e acaba sendo colocada nela sem tempo para se preparar psicologicamente? É como ir naquele brinquedo que é uma torre que despenca, que você não sabe o momento que aquilo vai acontecer e simplesmente acontece e você quase tem um treco? Me senti mais ou menos assim! Jogada na situação sem tempo de me preparar psicologicamente!

Lá me passam para a mesa e começam a colocar aqueles montes de panos... e eu ficando cada vez mais nervosa... Chega a hora da anestesia, me ajudam a sentar e eu peço para me avisarem quando começarem pq eu estava com contrações e não queria que aplicassem durante uma... Aí jogaram um líquido muito frio nas costas e eu logo retraí, aí o anestesista já foi pedindo para relaxar, foi o mesmo que dizer para eu ficar nervosa... Duas enfermeiras vieram ajudar, uma de cada lado para me segurar... Aí meu suplício começou... Ele apalpava minhas costas e tentava inserir o cateter, que dor horrível, não tive como não retrair as costas, não deu certo, tentaram mais uma vez, e eu já chorando muito, eu sabia que não podia me mexer, mas não conseguia, aquilo foi me deixando cada vez mais nervosa - nesse meio tempo o obstetra sentado de pernas cruzadas com a maior cara de indiferença me fala, durante meu acesso de desespero, que se eu tivesse um parto normal eu tomaria anestesia do mesmo jeito. Minha vontade era encher os pulmões e gritar bem na fuça dele que eu não era idiota e que teria um parto natural, e que SE eu quisesse uma anestesia era escolha minha e eu enfrentaria preparada!!! Não ali, sem respeito algum, inclusive do anestesista que NÃO avisou que iria iniciar o procedimento me dando chance de preparar para o que eu ia sentir! Lamentável! Sei que foi na 5ª vez que deu certo... eu não conseguia explicar que eu não conseguia relaxar mais as costas pq tinha uma hérnia de disco além de uma diminuição da flexibilidade do pescoço por causa de um achatamento de vértebras...

A partir daquela hora as coisas se tranqüilizaram mais, mas eu já estava mega assustada - também já haviam me anestesiado - e não sei como, mas meus batimentos ficaram normais durante todo o procedimento... Eu chorava muito de nervoso, nem conseguia falar com o Wil que ficou o tempo todo de mãos dadas comigo... Antes de começarem a cesárea o médico e toda a equipe pararam um pouquinho e fizeram uma oração entregando tudo o que iria acontecer ali nas mãos Dele e pedindo Suas benções e tals (rotina do hospital cristão), na hora me concentrei e pedi o mesmo, entreguei tudo, mas hoje olhando para trás sinto uma hipocrisia danada, mas sei que este sentimento é gerado pelo meu ressentimento. Dali a pouco a Lara nasceu - e para minha surpresa o Wil foi lá tirar foto dela saindo da minha barriga (ele não gosta de ver sangue, passa mal) - ela deu um miadinho depois começou a chorar bem alto. Não a trouxeram para eu ver, nem a levantaram por cima do campo cirúrgico. O Wil voltou chorando, muito emocionado dizendo que ela era linda, perfeita que a amava demais e me deu um beijo! Pedi para ele ficar com ela, então ele voltou lá, mas quando foram aspirar o nariz o tudo mais ele saiu de perto, disse para mim depois que não ia agüentar ficar olhando fazerem aquilo com ela (quando penso nisso me entristeço e nem consigo imaginar a angústia dela naquela situação, sem saber o que estava acontecendo, longe do cantinho que ela estava acostumada – a minha barriga – e um monte de gente colocando coisas dentro dela, ai que horror)...

Minha linda havia nascido! Lara Andrade Cardoso de Oliveira, 43cm, 2,185k e apgar 9/10 (será que ela precisava de cesárea mesmo?!).

Aí a trouxeram, toda meio cinza ainda rsrrs, os olhinhos rasgados, parecia oriental rsrrs, e com a boca feito um biquinho espumando rsrrsrs, tentei dar um beijo, mas não consegui...Sequer enconstei nela... Não a aproximaram o suficiente, não a peguei... Logo levaram ela dali... Aí começaram a me fechar e eu não dormi nadinha, a enfermeira vinha me dizer que eu já podia descansar e dormir, mas que nada eu estava com os olhos estatelados, super acordada... Só escutando os papos do médico com a enfermeira... Que saco! Sentindo raiva, inércia, um pedaço de carne.

Acho que não levou 40 min - na verdade acho que foi mais sim - para sair de lá e voltar para o quarto. Quando cheguei lá o Wil já estava me esperando e "logo em seguida" trouxeram a Lara para mamar, ainda sem banho, e toda enroladinha... Como é difícil dar de mamar deitada toda amortecida, mas conseguimos e logo de cara ela sugou direitinho...

Levaram ela de volta para o berçário para tomar banho. As roupinhas dela ainda não estavam lá, minha mãe ainda não tinha chegado. Vieram me cobrar umas duas vezes da roupinha e eu tive quase que soletrar - com a paciência que me pertence e a gentileza que me acompanha quando estou atacada - NÃO ERA PARA ELA TER NASCIDO AGORA, NÃO ESTÁVAMOS PREPARADOS, A ROUPA ESTÁ A CAMINHO!!!! Perguntei se ela não poderia tomar o banho e vir para o quarto enroladinha e disseram que não! Puts grila, pq não? Se não pode dar um jeito ESPERA então (vontade de soltar um palavrão)!!!Assim que minha mãe chegou a trocaram e a trouxeram para o quarto e depois disso não saiu mais de perto de nós.

Logo que a vi limpinha vi que era a cara do Wil... E ele ficou todo bobo com ela...

Só fui comer as 20h30, estava o dia todo sem nada, mas não tinha fome... comi por comer mesmo....

No dia seguinte levantar da cama com as enfermeiras foi a coisa mais difícil que já fiz na vida, como doeu, como foi difícil, fico pensando que as mulheres que dizem que não sentiram nada ou queriam muito aquela situação e não percebem como ela é dolorida, ou são muito sortudas mesmo... Não tive enjôos, nem tontura, mas em compensação a dor era terrível, não podia me mexer... cheia de gases que parecia que ia explodir, além dos pés mega inchados...
No primeiro dia não consegui andar como foi recomendado, fiquei mais sentada e depois disso não deitei mais na cama... De madrugada, depois de sofrer muito durante o dia resolvi andar com a ajuda do WIl e aos poucos fui sentindo melhoras, mas não podia pegar nada em pé, nem sentar ou levantar sozinha, muito menos me vestir ou ir ao banheiro sozinha, o Wil fazia isto por mim...

Hoje penso como é ridícula esta situação... parida, cortado ao meio (quase que literalmente), se arrastando pelos corredores, se apertando em cintas para aguentar se movimentar com algo parecido com um ser humano bípede, enquanto tem um serzinho recém-chegado ao mundo que precisa de você lá sem você!!! Como é que tem gente que ESCOLHE isso??? Eu não entendo, de verdade!

Já no segundo dia a Lara teve que ir para a fototerapia pq estava com a ictérica alta, em menos de 24hs, suspeita de infecção. Mas tinha que ficar com uma proteção nos olhos que ela insistia em tirar o tempo todo, e chorava pq tudo incomodava ou era muito quente, foi muito difícil... Ficou dois dias nisto e nós não conseguíamos dormir pq se ela tirasse aquilo dos olhos tínhamos que por logo de volta, pois a luz poderia prejudicar a vista dela no futuro...

No 3º dia tive alta e a Lara não... Ficou mais 2 dias para ganhar peso, e eu e o Wil ficamos juntos dela (neste hospital não há berçário para os bebês o espaço do berçário são para os 1ºs cuidados e exames , eles ficam no quarto, então ficamos no quarto com ela) e nestes 4 dias eu dormi sentada (p não conseguia voltar para a cama, os pontos doíam demais). A cada 3 horas levavam ela para fazer exame de glicemia, já que tinha nascido de baixo peso... Só no último dia que os exames foram só a cada 6 horas e isso deu um descanso para ela... Dava muita dó, chegou uma hora que ela tinha mais de 8 furinhos nos pés, só de lembrar já me dói o coração... Foram dias de suplício... meu Deus que difícil! Eu só queria estar com ela nos braços, na nossa casa, livre, leve e solta, sem corte, sem restrições e feliz!!! E naquele momento nem amamentar eu podia direito, não havia leite e o que minha filha mais precisava era isso... Até aquele momento eu não havia conseguido lhe proporcionar nada direito, nem na gravidez (super estressante), nem no nascimento e agora nem na alimentação... Como era frustrante.

Cada vez que era pesada tinha perdido mais peso e a preocupação aumentava, ela chegou a 1,890k e isto foi assustador. Aí as enfermeiras começaram a vir ordenhar leite, mas não saia quase nada, apenas umas gotinhas e ela dormia muito, era preciso deixá-la sem roupa na maioria das vezes para ficar acordada e mamar um pouco mais. Era uma luta toda vez que ela mamava, apesar de pegar no peito certinho.

4 dias depois de termos entrado no hospital voltamos para casa... A Lara bem, com 2.055k e eu ainda me arrastando (literalmente)... Tínhamos que voltar em 3 dias para ver a icterícia. Dentro do carro eu olhava para ela sem acreditar que ela havia nascido, tão frágil (aparentava), tão pequena, tão magrinha, uma ratinha perdida dentro daquele bebê conforto enorme para ela! Não conseguia deixar de pensar que naquela altura do campeonato era para ela ainda estar na minha barriga!

Ter escutado o chorinho dela ao nascer foi algo incrível e inexplicável... É maravilhoso olhar para ela e saber que ela é fruto do nosso amor... Chegar em casa (no caso não na nossa mesmo) deu a sensação de que ela era nossa de verdade e agora era tudo por nossa conta, sem ninguém do hospital dizendo o que fazer e pressupondo que eu não sabia nada!

Mas não posso deixar de falar que o parto em si foi uma grande frustração e deixou um sentimento de algo inacabado... Uma sensação de que tiraram ela de mim, que me roubaram a barriga... Muitas podem dizer ou pensar que é bobagem pensar isso, que estou pensando muito mais em mim do que na Lara, ou só no meu bem estar do que no dela, mas não é bem assim...Não é nada assim...
Pensar que nos foi roubado o direito de ter um nascimento (o dela no mundo e o meu como mãe) humano e singelo me enche de tristeza e indignação!

Há muita coisa envolvida, e eu ainda estou lidando com elas... Com certeza o medo de cirurgia e o fato dos pontos terem demorado um pouquinho para ficarem 100% me afetaram muito, me deixando as vezes muito triste. Mas são altos e baixos, e estou lidando com eles, há dias melhores e dias piores...

Hoje só penso em ter nosso novo dia a dia com a Lara “restabelecido” (sei que tudo será diferente agora e de uma maneira maravilhosa), de poder fazer tudo o que queremos, não vejo a hora de poder curti-la sem neuras na cabeça (qto a minha recuperação).

A experiência de ser mãe é maravilhosa e amo cuidar da minha bebéiazinha, já a experiência do parto... não posso dizer a mesma coisa...

Tudo isso só me fez mais partidária do parto normal, humanizado, natural...

Espero curar este meu trauma para no futuro poder engravidar de novo e quem sabe ter um menininho... Se Deus quiser...

Sou grata a Deus pelo dom da maternidade, por ter uma filha linda, feliz e saudável. Pelo meu marido, meu porto seguro, minha fortaleza no período mais difícil da vida. A minha mãe por ter me posto no mundo e me criado tal como sou. A Ivanilde minha parteira, pelo seu carinho, cuidado, suas orações e sinceridade. Ao Gama, que abre os olhos daquelas que desejam enxergar, pelas informações e todas as trocas maravilhosas e apoio nos encontros de grávidas e nos de pós-parto, sem contar os ombros para chorar e os ouvidos de pinico (rsrsr)! E a minha filha que faz de mim cada dia mais feliz!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fornecedores do meu casamento

DIA DA NOIVA: Ney Cabelereiros
Gostei de todos os serviços. São atenciosos, trabalham bem. Adorei. Mas atrasei muito, e o controle disto era deles. Parte minha culpa, parte culpa deles. Recomendado! Portanto nota: 8,5!

VESTIDO: Dona Lúcia (costureira)
O meu vestido ficou lindo, Exatamente como eu queria. Ela fez todas as mudanças que eu pedi e sempre foi muito atenciosa e paciente! Me emprestou o saiote que deu o volume exato! No fim o véu ficou, na minha opinião, lindíssimo e eu me senti com ele! Como estava muito frio no dia e lá era tudo aberto acabei que nem tirei o véu saia com ele para todo o lugar. Para mim não atrapalhou em nadinha!!!! Recomendadíssima!!! NOTA: 10,0!!!

GRINALDA: Mirna Noivas (Rua São Caetano)
Adorei minha grinalda. Demorei a achar algo que me agradasse. Esta era com pouqíssimo brilho e pérolas, ficou delicada e simples como eu queria! E achei que ficou linda no cabelo. E também foi baratinha, apesar das coisas desta loja ser bem carinha! Paguei 75,00. Recomendado! NOTA: 10,0!!!

LUVAS: Mirna Noivas
As luvas eu também adorei! Queria curtinhas e achei umas muito bonitas lá. De primeiro comprei uma de tule segunda pele, mas no fim não deu para fazer uma adaptação que a costureira faria, então fui lá e pedi para trocarem o que fizeram numa boa, e aí peguei aquelas de telas, as francesas e apliquei mini pérolas em cima dela, e ficou um charme só, amei, amei! Recomendado! NOTA: 10,0!!!

SAPATO: Lopez Calçados – www.lopezcalcados.com.br
Comprei um sapato lá salto 7 e depois cismei com a altura, fiquei com medo do pé doer muito e fui lá e troquei por um salto 5. mas aí cheguei em casa e vi que faltava umas pedrinhas, liguei lá e encomendei outro. Depois fui lá pegar e tudo isso sem frescura nenhuma por parte da loja! Comprei lá também o sapato da minha sobrinha que foi a florista, um de couro de salto baixinho, que ficou perfeitinho nela! Recomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!!!

TERNO DO NOIVO: Vila Romana
Na verdade ele usou um costume, não queria o colete. Adorei o terno dele, simples como queríamos, sem frescura. Adorei como ele estava. O atendimento na loja foi muito bom. E rápido os ajustes. O preço também foi muito bom, 350,00. Recomendado! NOTA : 10,0!!

TERNO DOS PAJENS: Não me lembro o nome da loja (rsrsr)
Os ternos vieram todos ajustados errados. Meu irmão voltou lá na sexta antes do casamento e ficou esperando que arrumassem. Também tive outro contra tempo com eles, o cara da loja me disse que só tinha gravata prata ou preta, mas eu queria azul, aí ele disse que encomendaria para mim (pq fui fazer a reserva em julho) . Depois pedi que fosse verde pistache, se ele não poderia tentar, aí ele disse que tentaria mas não garantiria pq eu havia pedido o azul. Sem problemas se viesse o azul não teria problemas. Mas aí de última hora, na verdade, ele não tinha nem as pratas, foi arrumar de última hora, pq é claro que nem a azul ele tinha ido atrás. No fim eles usaram tudo prata mesmo, quase igual ao noivo! Mas eles ficaram lindinhos. Preço bom, recomendo, mas com ressalvas. Portanto, NOTA: 7,0!

VESTIDO FLORISTA: Dona Lúcia -
Queria um vestido bem simples, só no tule e tudo o que achávamos era mais de 250,00!!! Achava um absurdo e não achava nada assim para minha sobrinha que tem quase a minha altura! Então fizemos com ela e saiu TUDO (mão de obra mais tecidos) 150,00!!! E ela ficou muito linda!!! Simples e linda! REcomendadíssima!!! NOTA: 10,0!!!!!

BUFFET: Mansão Vale da Serra – www.valedaserra.com.br
Bom no começo tudo parecia maravilhoso até que deixaram de nos dar atenção!!! E eu fiquei p. da vida! Daí em diante só foi desgosto! Me arrependi muito de tê-los contratado!!! Todos elogiaram muito a festa, a comida estava realmente ótima, todos encheram os olhos com a mesa de pudins que eu não queria de jeito nenhum, e fiquei sabendo de gente que repetiu 4 vezes!!! Mas não provei doce nenhum então não sei dizer da qualidade do item que mais me preocupava! Mas muitos disseram que se acabaram neles... então deve ter agradado né?!. Mas me deu muita dor de cabeça. Queria informações, detalhes, resolver coisas antes da dada, ter certezas sobre alguns gastos extras e coisas assim, mas o atendimento foi horrível!!! O cara é genioso, qdo está de bom humor aceita mudanças, qdo não está não aceita nada, é uma criança!!! Mesmo com o sucesso reconhecido pelos convidados, eu não teria feito festa lá se tivesse que fazê-la, nem que fosse a última opção pq me deu mta dor de cabeça!!! O cara achava que a mesa posta com talheres e guardanapo iria atrapalhar o serviço de coquetel, eu pedi que fosse feita assim, ele meio que desdenhou, como se quisesse dizer que se não ficasse bom ele teria avisado, mas no fim fez do jeito dele! Na hora me decepcionei, mas estava lá para comemorar meu casamento e então nem encrenquei, mas agora lembrando, me dá nos nervos! Não recomendo! NOTA: 5,0 (para considerar a comida boa!)

DJ: Must Eventos (pacote do buffet) www.musteventos.com
O cara estava muito perdido. Tinha um monte de cd com nome de outros noivos, mas nenhum cd organizado por música ou estilo musical ou qualquer coisa do tipo. Tudo bem que nós não havíamos passado um play list (até pq o cara nos disse que não necessário, que era só dizer o que nós queríamos ou não e que assim já seria o suficiente), mas tudo o que pedíamos o cara não achava ou dizia que não tinha!!! Não gostei!!!! Não recomendo! NOTA: 0,0!!!

CARRO: Diniz Auto - http://fotolog.terra.com.br/dinizfotosautos:2
Esse foi um excelente serviço!!! O carro estava lindão. Todo original. Amei. O motorista que é o dono do carro foi um show de simpatia e disposição. Ficou conosco até o momento que eu disse que não seria mais preciso ele ali. Sempre sorridente e bem humorado. Não foi aqueles motoristas chatos que ficam puxando conversa para tirar sua atenção da situação, na intenção de não deixar a noiva nervosa. Fui do salão até a igreja vivendo todos os sentimentos do momento... O Luís foi junto e assim os dois também conversaram... REcomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!!

TOPO DO BOLO: Marcella Noivas (Rua são caetano)
Adoramos nosso topo de bolo, mas também tive dor de cabeça. Na hora de anotar os detalhes a atendente anotei códigos errados e a noivinha veio com o cabelo diferente do que eu havia pedido! Pedi para refazerem e aí ela voltou remendada! Fiquei tão puta que ficquei com ela assim mesmo! Chamei o gerente e mostrei o que havia sido feito e falei que não refizeram o cabelo dela, que simplesmente haviam colocado um novo “rabo” e mudado a posição do véu! Mas não quis deixar lá para refazer, fiquei com medo de voltar pior do que estava naquela hora. Recomendo com ressalvas (quem gostar se certifique que farão e anotarão tudo certinho) NOTA: 7,0!

BEM-CASADOS: Doces Lembranças (para dar na igreja) – www.doceslembrancas.com
Bom os becas da Van Tozei dispensam comentários. Sempre muito gostosos e me disseram que todos ficaram muito felizes qdo receberam o mimo na igreja!!! A caixinha que recebemos para nós (eu e o Wil ) Levamos para a lua de mel e comemos tudinho! Ainda bem que sobrou e minha mamis congelou e eu pude comer mais depois!!! Recomendadíssimos NOTA: 10,0!!!

BOLO PARA CORTE E BOLO DA MESA: Divina Rosa (www.divinarosa.com.br)
Bom sempre soube que esta pessoa cozinhava bem e fazia doces maravilhosos, frenquentava a casa dela qdo pequena então disto já sabia! Ela fez minha chaleira para o chá de cozinha (que ficou a coisa mais lindo e graciosa), fez o bolo da mesa que se não fosse as flores desproporcionais (depois comento melhor), ele teria aparecido mais e ficado mais bonito e o bolo de corte! Tudo lindo! Mas o bolo de corte estava simplesmente maravilhoso!!!! Escolhemos bolo de nozes com recheio de doce de leite e baba de moça! Gente que bolo era aquele!!! Todos comentaram e adoraram... Muito, mas muito recomendado!!! Quando fui degustar tinha pedido um de chocolate com ganache e mousse de framboesa, ela fez dói minis bolos para nós escolhermos o sabor. Na fartura sabem! E o bolo do casório também! Recheio farto! E o melhor, tem um preço ótimo!!! Recomendadíssima, podem dizer que fui eu quem indicou!!!! NOTA: 10,0!!!

SAPINHOS PARA AS SOLTEIRAS: Arte em Pano - http://www.flickr.com/photos/artesdepano/
Os sapinhos ficaram a coisa mais linda deste mundo!!! Obrigado Wal por compartilhar este achado, fez diferença na minha festa!!!! As solteiras que não pegaram o buquê amaram a surpresa!!! Recomendadíssimo. NOTA: 10,0!!!!

BUQUÊ: Marisa Bueno
Bom, isto é uma história à parte!!! Ano passado, no aniversário do clube, ganhei um buquê desta decoradora! Falei com ela logo em seguida e acertamos de nos falar uns três meses antes do casamento! Neste meio tempo entrei no site dela, olhei seus trabalhos e achei tudo muito lindo!!! Depois disto recomendei um buquê para minha decoradora bem parecido do que eu pediria a esta decoradora, mas na intenção de jogá-lo. Qdo estava a três meses do casamento entrei em contato com ela de novo, que me pediu para que mandasse um email para ela com fotos e detalhes do que eu queria. O que fiz um tempo depois!!! Ela me respondeu que tudo bem, e que providenciaria como eu havia pedido e que eu providenciasse alguém que fosse buscá-lo lá no escritório dela no dia! Respondi perguntando o melhor horário, mas não tive resposta! No dia do casamento vai meu irmão lá no endereço dado por ela buscar o buquê e ela diz na maior cara de pau que não tinha nenhum buquê para aquele dia, que eu não havia confirmado nada (isso pq ela mesma mandou o email pedindo que eu arrumasse quem fosse buscar e que ela faria assim como eu havia pedido). Meu irmão ficou fulo da vida!!! E ela na boa dizendo que não tinha nada lá!!!! Enfim esta pessoa no mínimo esqueceu do meu casamento, e independentemente daquilo ter sido um brinde ou coisa parecida ela tinha o dever de cumprir a obrigação dela! Não era nenhum buquê de “feliz dia dos namorados” ou “parabéns pelo seu aniversário”, era o buquê do casamento de alguém, que ela não teve o menor cuidado e responsabilidade!!!! Me mostrou claramente que ela me esnobou e fez pouco caso!!! O que me deixou arrasada! Já tinha ficado triste e sem entender qdo vi o dois buquês sem graça que me fizeram, e não podia acreditar naquilo que eu estava escutando! Será que ela não imaginou que eu fosse falar disto aqui!!!! Fico imaginando o que ela faz no dia-a-dia dela, será que dá pouco caso aos clientes dela ou fez isso comigo porque se tratava de um brinde?! Bom, meninas... Eu não a recomendo a ninguém!!! Pra mim o que ela fez não tem perdão!!!! NOTA: 0,0!!!! Péssima profissional, se é que podemos chamar de profissional!!!!

DECORAÇÂO: Celina Decorações
Bom, esta decoradora foi indicada por uma amiga que conhecia o trabalho dela e elogiou muito. Fui atrás dela e vi algumas coisas que ela fez e gostei. Cheguei lá e disse o que eu queria e quanto podia pagar e ela disse que daria para fazer. Beleza. Fizemos. Ela anotou tudinho o que eu pedia na agenda dela. Na segunda reunião ela já nem lembrava o que eu havia pedido e etc. Mas até aí nenhum problema. Tudo o que ela me oferecia eu dizia não, porque eu sabia o que eu queria, rosas, lisianthus, astromélia e muita folhagem e folha de camélia. Depois ela queria que nós fossemos ao Cease para que ela tivesse certeza das cores que eu estava querendo, para ela não errar. Ok. Combinamos e fomos. Cheguei bem em cima do horário e ela doida pra ir embora porque estava com outra noiva lá que tinha que fazer a vistoria do apto e era ela que iria levar esta noiva embora (!) Ela passou o tempo todo tentando me convencer de usar outras flores. “olha essa que linda”, e eu “não gosto” ou “não quero”. E ela insistindo! Enfim ela foi embora e eu fiquei com minha mãe e irmão. Aí fomos rodar o Ceasa mais livremente e aí eu tive noção do quanto custa uma decoração! E custa relativamente barato!!!! O Smile like (não se se escreve assim) ela teve a coragem de dizer a minha mãe que havia pago 100,00 em 1 maço. Sabe qto ele custa? Cerca de 5,00 reais o maço!!!! E as rosas, que todo mundo diz que sai mega caro decoração com ela! Cerca de 12, 15, 17 reais o maço!!! Fiquei abismada. E eu que já estava topando alguns sugestões dela para baratear os custos já que pedi bastante detalhes, nesta hora desisti de vez e disse pra ela que eu queria aquilo e pronto!!! Na última reunião ela tinha uma foto de um buquê nada a ver com o que eu havia pedido! Amarrado com ráfia. Aí ela me mostra a foto e diz “então seu buquê é isto aqui mesmo né?” e eu “claro que não, nunca pedi ráfia! Eu quero amarrado com fita de cetim branca!”, “mas branco? Não vai ficar tudo muito igual? Pq vc não coloca um rosa, ou um verde?”, “não eu quero tudo branco, só branco!”, “então ta!” Havíamos combinado que todas as mesas de pés aparentes seriam cobertas de folhagem, virando pés vivos, combinamos o tipo do vaso, a quantidade, a altura e etc!
No dia a igreja estava praticamente como eu havia pedido, com exceção de que ela fez uns arranjos no altar com Hortência que eu havia pedido era no sítio! Depois os casos de rosas brancas do altar estavam meio vazios. E os musquitinhos que ela usou no corredor, apesar de ter ficado bonito, não foi o que combinamos... Combinamos aquele por baixo e a gipsofila, que é mais branquinha e cheinha, por cima. E o buquê além dela ter deixado os rosas salmão, que havíamos trocado pelas lilases, ela ainda amarrou o buquê com uma fita de cetim verde!!!!! E depois fez um laço branco por cima! Meninas vcs acreditam nisso? Chegando no buffet tudo estava diferente do pedido!!! A mesa dos doces que era para ter uns três vasos de flores, não tinha nenhum!!! E ram duas, ao invés de uma mesa só (como que pedi). Depois os doces deveriam estar em “travessas” de vidro que ela traria, em alturas diferentes e a mesa mesmo forrada de musquitinhos (a gipsofila e não a igual a igreja). O que ela não fez! Ela usou uma mesa do buffet que tinha uma prateleira de apoio embaixo e colocou os musquitinhos lá, deitados, nem cortou os buquezinhos para dar impressão que estivessem em pé! A mesa das lembrancinhas eu fui específica, falei que haviam duas cores de lembrancinhas e que estavam desiguais as quantidades e então deveriam mesclál-as. Ainda coloquei as cores em caixas diferentes para que ao momento de montar ficasse mais fácil, e fossem pegando uma de cada caixa! Era para ser numa mesa redonda e ela usou a mesa que seriam dos doces, e colocou cada cor num lado da mesa e um arranjo horroroso de boca de leão no meio (isso pq nem era para ter arranjo nas lembrancinhas), com umas folhagem espigadas que eu disse que não queria nenhuma folhagem com aspecto pontudo! A mesa dos bem-casados também era para ter um arranjo gde, não gigante e ela usou umas 5 bocas de leão mais essa folhagem horrorosa! A mesa de saída tb, não foi como o combinado! Também haviam as 5 bolas que ficariam suspensas sobre a piscina, que nós não sabíamos se daria para colocar! Aí eu disse pra ela ver onde seria melhor e que colocasse em um lugar que fizesse sentido pelo menos... Aí ela me vai e coloca 2 bolas na lateral da piscina e ficou com aquele aspecto do tipo “me esqueceram aí!” Ficou odioso! A mesa do bolo então era para ter aqueles vasinhos baixinhos de bolinha sabem com algumas flores só e só! E o que tinha? 2 arranjos gdes e 1 pequeno com 3 lírios, pq acho que ela achou que se colocasse alguns lírios ali eu me daria por satisfeita e ela teria feito o trabalho dela que era me dar a mesa dos becas de lírios!!!! |Sem contar que pedi para que ela comprasse mini rosas e disponibilizasse um pouco da Hortência e de musquitinho para a menina do bolo decorar o bolo que teria a decoração de flor natural e pequena, para o bolo aparecer! A menina contou a minha mãe que qdo chegou lá teve que desmanchar dois arranjos para decorar o bolo pq ela não havia deixado nada lá! Os arranjos da mesa estavam um desgosto só! Pedi tudo em 2, 3 tons de rosa (mas não pink), branco e muita folhagem na base, usando rosas, lisianthus e astromélias. Ela colocou alguns lisianthus, 3 rosas e um chumacinho de astromélia que ela pensava que era rosa, mas era um salmão indo pro alaranjado! Eu detestei e quase tive uma coisa qdo vi! Ela não colocou nenhum arranjo nos buffets? Dá pra acreditar?!A árvore dos desejos que ficaria num lugar de destaque, onde desenhei a ela o lugar e disse que ali costumava se colocar uma mesa e que se dissessem isso a ela ela deveria dizer que eu pedi ela ali, e todos a veriam, ficou do lado de uma mesa perto da porta de acesso a parte externa, toda apertadinha sem destaque nenhum!!!! Pedi que fosse um galho menor e que o colocasse num vaso e em cima da mesa,, ficou no chão mesmo! Apesar de muitos terem escrito e pendurado, ela ficou escondida e sem graça nenhuma, e nem o Luís Cláudio a viu e nem fotografou! Enfim ela deu ½ dentro só, pq o resto foi só fora e o pior numa situação que não tem volta nem conserto! E ela nem sequer apareceu nem na igreja e nem no sítio, isso porque ela havia dito que faria todo o cerimonial como presente! Havia pago 800,00 reais a ela, de 1,300 que foi o que acertamos (dizendo que daria para fazer o que eu havia pedido e minha mãe sempre perguntava a ela se daria para fazer o que eu havia pedido com este valor e ela respondendo que sim!!!) e agora não vou pagar mais nenhum centavo a ela! E se eu tivesse tempo e dinheiro iria processar ela por feito o que fez dizendo que faria outra coisa, sem contar nos danos morais e psicológicos!!! Depois desta me deu vontade de trabalhar com isso só pra ser honesta!!! Tudo bem que ela tem que ganhar o dela, mas pelo menos faça um trabalho decente! E se no fim das contas ela tivesse visto que não dava o que havíamos combinado que desistisse do trabalho ou avisasse que ficaria mais caro! Eu com certeza reclamaria, mas pagaria a diferença!!! Mas ela fazer o que fez!!! (desculpem o desabafo!) Não recomendo de maneira nenhuma, nem que for a última decoradora do planeta, me chamem que vou fazer!!!! Rs NOTA: 0,0!

ALMOFADA DAS ALIANÇAS: Victória Detalhes Originais
Escolhi o modelo Victória e ficou linda a almofada!!!! Toda delicada com os nossos nomes bordados. Entrega no prazo, bem embaladinha e ainda ela colocou duas alianças falsas na almofada! Amei o resultado! Recomendadíssimo!!! NOTA: 10,0!!!!

MÚSICA CERIMÔNIA: Impar Trio
Eles são um trio que eu conheci na minha igreja e amei o trabalho deles! Eles tocam em três em violão, violino e gaita. Para o casamento eles colocaram um trompetista e um pianista. Ficou tudo lindo!!! Amei, amei! Como eu sempre sonhei! Só não tocaram a música certa no final, mas eu sei porque. Mas ela também nem estava no repertório deles, mas disseram que não teria problema... Enfim adorei! Recomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!

FOTO E FILMAGEM: Juma foto
Bom o Luís Cláudio faz milagres em algumas fotos. As vezes o cenário não daria em nada e fica mega bonito no fim das contas! Adorei o trabalho dele! Sempre muito paciente e dando dicas de como deixar melhor cada foto. Mas achei que perdi algumas fotos que eu queria muito que tivesse (mas que eu também não avisei a ele), como eu saindo do carro, eu colocando o véu sobre o rosto, algumas espontâneas e naturais sabem, foto da árvore dos desejos... Enfim, mesmo assim adorei o trabalho e ainda não consegui escolher minhas fotos! Recomendado! NOTA: 10,0!!!

MINI GALERIA: Juma foto
Bom serve tudo o que eu falei acima. Nós sentamos num banquinho e ele tirou várias fotos, fez tudo na hora, com agente ali observando, escolhemos e pronto! Rápido, prático! Adoramos! Depois compramos 2 painéis pretos e organizamos as fotos. Recomendado! NOTA: 10,0!!!

LIVRO DE ASSINATURAS: Juma foto
Fizemos o livro com ele e adorei o resultado. Como uma noivinha havia dito que as folhas pretas que ele usava não “chupavam” a tinta da caneta prata direito, resolvi que faria a árvore dos desejos. Agora vou organizar algumas fotos com os bilhetinhos no livro e qdo vier visitinhas em casa elas olham!. Recomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!

ALIANÇAS: Vivara!
Adorei a Vivara. As alianças são lindas e tem garantia eterna! Mas tivemos um belo contratempo (e qual que eu nãotive não é meninas?!). Quando fomos comprar a alianças de noivos acabamos escolhendo uma bem simples e baratinha, e ainda compramos na semana do ouro então efetivamente pagamos 169 nelas!!! E nos explicaram que qdo quiséssemos era só ir lá e trocar. Perguntei caso não tivesse a que quiséssemos como seria o processo, a atendente me explicou que em 15 dias ficavam prontas. Ok! Demoramos para trocar pq não queríamos ficar sem aliança. Em setembro, faltando uns 20 dias ou mais para o casório fomos trocar. Escolhemos e achamos a que queríamoa, anatômica e mais grossinha por uns 900 e poucos reais, como tínhamos para trocar um pouco mais de 300 reais, pagaríamos uns 600 reais e pouco! Escolhemos aquela e ficamos sabendo que não tinha o nosso aro na loja e que só teria uma em 40 dias! Enfim, a menina havia me explicado errado e para encomendar eram 40 dias!!! Quase surtei é claro! E o pior as outras ou era a igual a nossa ou eram aquelas carérrimas e gdes que o Wil não gostava! Aí a menina disse que faria uma busca pelas lojas e descobriu uma que tinha e que ia encomendar. Dali uns dez dias voltamos lá e o aro do Wil ficou mto largo! Ela fez outra busca e pediu! Na semana do casamento fomos lá buscar e pronto, continuava larga, mas acabamos ficando com ela e encomendamos outra para pegar depois do casório. Enfim ficaram lindas e maravilhosas, mas a do Wil durou apenas algumas semanas, pois ela a perdeu num destes dias frios!!! Gente eu nem acreditava, uma que ele tinha perdido e 2 que ele havia perdido mais de 600 reis!!! Bom comprar outra pra ela não dava agora, fomos em outra loja e trocamos a minha por outro par igual a de qdo éramos noivos! Pelo menos os dois ficariam com as mesmas alianças!!! Resultado nós estamos usando uma aliança que não foi a que casamos!!!! Depois da historinha (desculpem), a Vivara é de mto boa qualidade, adora a idéia do up grade e por isso ano que vem vamos lá trocar as alianças novamente e quero um aparador agora!!! Recomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!


NOITE DE NUPCIAS: Hotel Caesar Park Faria Lima
O Hotel é muito bom e confortável. Cama king size, lençóis 200 fios... Uma delícia! Mas fiquem atentas, o Wil fechou um pacote de Nupcias, mas nem tinha roupão. E os mimos que diziam que tinham eram dois bombons!!! O café da manhã foi farto e delicioso! Recomendo, mas sem ilusões rsrsr! NOTA: 9,0!!


POUSADA LUA DE MEL: Pousada Canto dos Tangarás www.pousadacantodostangaras.com
A pousada é linda, mas é longinha viu! Fica em Araras, um pouco depois de Petrópolis. Muito confortável, comida excelente, atendimento excelente e preço muito bom também! È para os que querem muito conforto e paz, pq paz é o que mais se tem lá! Ficamos no Chalé do Vale, que tinha uma banheira de hidromassagem toda envidraçada que dava para as montanhas, maravilhosa! Nem preciso dizer que a usamos muiiiiiito né?! Valeu muito a pena! Depois, no último dia, passamos por Petrópolis para fazer um tour que foi muito legal tb! Recomendadíssimo! NOTA: 10,0!!!

A festa



Bom, saímos da igreja a caminho do sítio debaixo de chuva! Nem deu muito para fazer graça com a equipe do Juma. No caminho (uns 20 min no máximo) choveu, parou de chover, abriu um solzinho e voltou a chover!!!!
Um dos padrinhos do Wil saiu da cerimônia e nem foi a festa pq a namorada estava doente internada no hospital, e esse padrinho era o mesmo que tinha feito a retrospectiva! O que aconteceu? Ele na afobação da situação esqueceu de deixar o pen drive, CD, e toda outra mídia que ele tinha feito com alguém na igreja! Só quando chegou ao hospital que foi pegar as coisas para descer do carro foi que viu o pen drive e lembrou!!! O Wil estava com outro celular que não o dele, e todos os tels estava no cel dele. Fim: não conseguimos falar com ele a tempo de voltar e nos deixar a retrospectiva!!! Fiquei extremamente chateada, uma pq era algo que eu queria muito, tinha uma mensagem para nossos pais, e duas, pq havíamos gasto 250 reais no aluguel do telão e projetor, dinheiro jogado completamente no lixo!!!!
Quando chegamos lá ainda tinha gente chegando também! O dono do buffet estava lá no portão “organizando” a entrada dos carros como um desesperado!!! Já fiquei fula de vê-lo naquele desespero! Então entramos por trás e fomos fazer algumas fotos. Nesta hora o sol aparece. E aproveitamos o máximo! Quando fomos tirar as fotos no carro a chuva começou novamente e nem tiramos muitas... Só numa pose mesmo para não ficarmos molhados né?!
Depois fomos entrar, e eu ansiosa para ver tudo. Quando o cara do buffet não aparece perguntando que músicas iríamos entrar, o Wil disse que era Beautiful Day do U2. Ele entra e demora um pouco voltar, aí vem ele dizer que o cara do som não achava a música, aí demos outra, daqui a pouco o cara volta dizendo que tb não achava!!! Então dizemos para ele colocar alguma coisas animada lá e pronto! Entramos ao som de Jota Quest, aquela música animada deles que virou febre em casamentos, sabem?! Pois eu nem sei o nome!!! Todos aplaudiram a gente, ficaram de pé e foi muito legal!



Fomos direto cortar o bolo, estourar a champagne e etc. Quando chego no bolo me decepcionei, 1º pq a decoração não estava como nós havíamos combinado, e o bolo não estava tb como eu queria... Ficou diferente, não estava feio, mas tb não estava tão bonito como imaginei. Beleza! Estouramos a champagne, brindamos, bebemos, cortamos o bolo (que tinha um andar verdadeiro) e partimos para as fotos com os pais e padrinhos. Fizemos todas as fotos desta categoria! E o cara do buffet nos puxou para o almoço! Sem mesmo agente começar os cumprimentos! Ele estava todo apavorado, como se tivesse pressa! Abrimos o almoço, mas eu estava sem muito apetite, peguei pouquinha comida, que estava muito boa! Quando fui me servir foi que eu vi e me dei conta de que não haviam arrumado as mesas como eu pedi, com o guardanapo e os talheres sobre a mesa! O cara simplesmente fez do jeito dele! E foi nesta hora tb que eu vi a mesa do bem-casado deles e a mesa das lembrancinhas, que ficaram simplesmente o oposto do que eu queria!!! Horríveis! Pobres! Detestei! Havia pedido apenas um arranjo gordinho, mas não gigante e os bem-casados empilhados. Nas lembrancinhas seria usada uma mesa do buffet com toalha e elas misturadas (pq havia mais de uma cor do que de outra) e empilhadas em circulo também. Vejam na foto como a belezinha da decoradora fez! Aí terminamos de almoçar e muitas pessoas ainda estavam comendo ou na fila do buffet. O Luís Cláudio veio até nós nos dizer para deixar os cumprimentos para depois do almoço pq se não viraríamos guardanapo, pq seria mto ruim cumprimentar com as pessoas comendo. Então estávamos ali sentados e muitas pessoas começaram a querer vir até nós, então fomos para um salinha reservada que tinha lá, dar um tempo longe dos olhos do povo e para conversarmos um pouquinho! Lá na salinha descobrimos uns presentinhos muito legais, tem um que até hoje não sei quem deu, pq não tinha cartão nenhum!!! Mas tudo bem!




Neste meio tempo também fomos avisar o Dj a música que iríamos dançar, e todas as músicas que nós falávamos ele não achava, a que ele nos mostrava não gostávamos, aí disse pra ele “olha fica procurando aí, e quando achar nos avisa”, e ele “ah, mas tem o telão” aí eu disse “olha o telão é o de menos, se preocupa em deixar música rolando, pq telão quase ninguém dá atenção!” Dali a pouco ele disse que achou. Era uma música do Rod Stewart – The way you look tonight.
Conversamos um pouco, minha mãe foi lá e então resolvemos que iríamos começar a cumprimentar, pq somente algumas pessoas ainda estavam comendo! Quando saímos vimos que a mesa de doces estava sendo atacada. Aí pedi para que o cara do buffet servisse as sobremesas pq aquilo era sinal de que as pessoas estavam querendo doce!
Começamos a cumprimentar, nessa hora os familiares do Wil que vieram do Paraná estavam saindo já! Eles haviam alugado um micro-ônibus e tinham horário para saírem. E eles eram muitos, quando começaram a sair parece que contagiou as pessoas e outras começaram a ir embora. Neste meio tempo o cara do buffet resolveu que era a hora de passar a gravata, mas não deu tempo, não sei pq ele colocou minhas gravatinhas em cima da mesa das lembrancinhas (que a esta hora já havia acabado) e as pessoas começaram a pegar como se fosse lembrancinha tb! Resultado: ficamos sem gravata nem gravatinhas! A esta altura do campeonato nós já havíamos cumprimentado todos e quando eu vi o que aconteceu com as gravatinhas e as pessoas indo embora resolvi jogar o buquê, fui correndo pegar o buquê e avisei ao DJ para ele chamar a mulherada e fui indo para fora, lá no jardim jogar o buquê! Me certifiquei de que as solteiras estivessem lá e tchum, joguei! Logo depois chamei a atenção da mulherada decepcionada e comecei a dar os sapríncipe que eu havia encomendado. As meninas enlouqueceram e amaram!!! Todas quiseram! Foi uma alegria só!!!!
Um pouco depois pedi para a zonza de uma menina que estava lá auxiliando o buffet que eu queria doce e bem casado, aí ela me responde que não tem mais nada!!! Como assim? Falei pra ela, o Eudes havia me dito que haveria cerca de três bem-casados por pessoa!!! E os doces deixei avisado a Bárbara (que era quem deveria estar lá) que era para ela fazer uma caixinha para mim e com bem-casado, o que ela me disse que faria sem problema! Aí a menina ficou com cara de alface pra mim claro!!!! Quer dizer fiquei sem um doce se quer!!!!
Depois disto o pessoal oficialmente começou a ir embora! Beleza! Ficou a família por um tempo, e nós começamos a arrumar as coisas! Fui na salinha pegar umas coisas e sentar um pouco e aí nesta hora fiquei sabendo de umas coisas!!! Como por exemplo, que a decoradora, segundo a minha amiga que foi levar o bolo lá, estava toda apavorada fazendo as coisas, como se estivesse perdida! Que o meu buquê ganho no clube das noivas e acertado com a decoradora Marisa Bueno não havia sido feito!!! (comento mais nos fornecedores!) Que o cara do buffet disse a minha mãe que como tudo atrasou muito que ele foi cortando algumas coisas, acelerando outras. Na verdade ele estava a mil por hora e isso foi horrível! Foi aí que comentei com a minha mãe a péssima decoração feita lá! Entre outras coisas!!!

Mas era hora de ir embora! Estava ansiosa por esta hora! Rsrsrsr! Não sabia para onde iria! Como meu tio ficou de cama, e todos nós sofremos por isso, resolvemos passar lá antes de ir para o hotel, para que ele nos visse como estávamos e no dia do nosso casamento. Quando chegamos lá ele ficou muito feliz e emocionado!!! Foi maravilho!!!
Nos despedimos e fomos para o hotel. Ficamos no Ceasar Park da Faria Lima! Que quarto gostoso! Cama maravilhosa, King size, lençóis maravilhosos, um delícia!!! A noite foi maravilhosa! O café do dia seguinte também foi show de bola! Saímos quase ao meio dia, e então passamos no Carrefour pq tínhamos esquecido chinelo e pilha para a máquina fotográfica. Passamos lá e pegamos a estrada para o rio!!!

Cerimônia do nosso casamento 28/setembro/2008



Quando cheguei na porta do UNASP (que é um campus universitário e a igreja fica lá dentro) foi muito gostoso... Nessa hora, passando de carro pelas alamedas, toda nossa história passou pelos meus olhos!!!! Quando chegamos próximo a porta (paramos um pouco distante) eu só pensava no buquê, queria logo ver os dois buquês! Um minha decoradora fez e o outro eu havia ganho no aniversário do clube ano passado! Quando me trouxeram os dois eu nem acreditava no que estava vendo, os dois estavam feios, não tinham quase nada do que eu havia pedido... Deixaram a desejar!!!! Mas beleza, tinha que entrar com algum, então escolhi o de rosas (enormes, que eu não gosto e estava pesado, muito pesado!!!).



Depois disto vejo um zanza zanza e nada acontecendo.... E eu pensava “gente já estamos mega atrasados, vamos logo começar!” Aí fico sabendo que minha mãe não havia chegado, isso pq ela saiu atrás de mim no salão. Depois fico sabendo que ela atrasou pq estava no carro com meu avô (que não anda muito bem) e eles queriam vir atrás de nós, pq parariam já na porta da igreja para que ele não precisasse subir as escadas de acesso ao estacionamento! Enfim, os seguranças liberaram a passagem e vi todos se organizando. Quando foram para a parte fechada da igreja o carro se aproximou, e meu irmão mais velho veio me ver, e eu perguntei se estava começando, quando começo a escutar o Minueto de Bach, saibia que meus sobrinhos estavam entrando com a bíblia, e iniciando o cortejo, aí meu irmão vem com os olhos cheio de lágrimas, afirmando com a cabeça que tinha começado! E eu comecei a chorar de novo!!!!
Escutei todas as entradas!!! Foi lindo aquele momento!
Aí me sinalizaram para entrar... Desci do carro e fui em direção ao corredor que dá acesso a igreja. Fiquei paradinha enquanto me arrumavam, e a clarinada começou, então peguei o véu a passei por cima do rosto, aí a marcha começou e eu fiquei bem calminha lá. Peguei no braço do meu irmão e fui! Ele até deu uma seguradinha em mim, acho que eu estava correndo! Na hora em que entrei no corredor dei uma olhada básica para os lados procurando as pessoas, depois olhei a decoração do corredor e achei tudo maravilhoso, mas então procurei o Wil e fiquei olhando para ele!!! Andei todo o corredor olhando para ele!!!



Quando chegamos próximo ao fim do corredor ele veio me buiscar. Cumprimentou meu irmão e então eu avisei para ele levantar o véu e deixá-lo arrumadinho!!! Nessa hora ele só ficava me dizendo como eu estava linda, e que me amava! E eu dizia o mesmo! Sem parar de sorrir!
Subimos ao altar e foi fantástico esse momento! O pastor nos recebeu, e começou a falar comigo, dizendo que eu não tinha visto nada até aquele momento, tudo o que havia acontecido... E então apresentou a canção especial. Uma amiga minha e mais um rapaz cantaram uma música para nós, linda! Depois começou a sermão. Ele nos falou de 4 pontos principais para o sucesso de uma casamento. Só me lembro de 2 (rsrsrs), que um é presente de Deus ao outro (como eu sempre dizia que o Wil era para mim) e sobre o perdão. Falou também que nós começávamos uma família aquele momento e que o Wil se tornava o provedor daquela família, que Deus o ajudaria na nova tarefa e falou também da esposa. Foi tudo lindo!!! Depois veio a hora das promessas. Ele perguntava e nós só respondemos sim. Quando o pastor começou a falar o Wil começou a se emocionar, mas ficou segurando, engoliu seco e respondeu sim! O pastor disse algo mais ou menos assim “Wilson, você recebe a Pámela por sua esposa e promete amá-la com todo o teu coração, de toda a tua alma, e mais alguma coisas lindas... E fez a mesma pergunta para mim! E aí disse que com a autorização que a ele foi dada, pelo ministério divino ele nos declarava marido e mulher!!! E então veio as alianças. Meu irmãozinho entrou ao som de uma Cantata de Bach, muito fofo!!! E eu me emocionei nesta hora! Ele subiu ao altar e ficou do nosso lado. O Wil pegou as alianças e o pastor começou a brincar “Agora Wilson veja lá em que mão vc vai colocar esta aliança, não pode errar hein!” E todos caíram na gargalhada! Então ele colocou a aliança em mim. Fez a mesma brincadeira comigo e eu pus a aliança no Wil. Aí ele nos disse que aquele gesto e aquele objeto simbolizavam a aliança que fazíamos um com o outro debaixo dos olhos de Deus! Então nos ajoelhamos e oramos! Levantamos e aí ele disse que podíamos nos beijar! E brincou de novo... Vou dar três chances ao fotógrafo hein, para não perder a foto!” Aí o Wil, vagarosamente e delicadamente segurou meu rosto, deu um beijo na minha testa e aí me beijou!! Me abraçou, e me beijou de novo!!! AI que lindo!!! (rsrsrsr)
Aí então ele nos apresentou: Senhores e senhoras, estão aqui a frente o mais novo casal, o sr e sra. Wilson Cardoso de Oliveira! Vcs não querem aplaudi-los?! E foi lindo!!! Muitas podem achar que foi machista nos apresentar omitindo o meu nome, mas eu amei, eu adorei.
Aí vieram as assinaturas. Assinamos, os padrinhos assinaram. E Então s cumprimentos, e aí a choradeira começou!!!! Mas foi lindo! Como o Wil só tinha padrinhos e eu só madrinhas eles vieram aos pares e nos ficamos parados, e cumprimentava primeiro o Wil e depois me cumprimentavam. Cada vez que eu cumprimentava uma madrinha eu dava uma flora para elas.
Depois o pastor se despediu dizendo que nos esperava em breve, agora como um casal casado! E a música começou e saímos! Não foi a música certa, eu havia escolhido Aleluia, e eles tocaram Trompete Voluntário. Ficou bonito, mas não com o impacto que eu queria do Aleluia né! Mas ta bom! Eu estava até aceitando bem as coisas!!!! Mas aí minha mãe, minha sogra e padrinhos não saíram logo atrás da gente... Saíram depois, os cabeças de vento.
Também não sei se avisaram a eles como deveriam sair, pq a bonitinha da decoradora que contou mil estórias, e disse que faria o cerimonial, que isso e que aquilo, se quer estava lá. Aí qdo o Wil chegou na igreja a secretária da igreja e a menina que a decoradora deixou lá para fazer o cerimonial, que nem sabia de nada que eu tinha pedido, caíram em cima dele coitado perguntando mil coisas!!! Graças a Deus que o pastor qdo viu isso acontecer chamou ele na sala dele e falou para ele ficar ali. Ligou na secretaria e avisou que só era para ligar qdo eu tivesse chegado! E foi assim que o coitado do Wil teve paz.

Quando saímos e nossos pais também saíram avisamos que era para todo irem para o sítio. Nós havíamos convidado só família e amigos mais chegados para a festa, mas como muitas pessoas faltaram, achamos que todos poderiam ir para a recepção até porque já estávamos mega atrasados no horário e assim não demoraríamos cumprimentando todos na igreja! E assim foi!



Entramos na igreja de novo para fazer umas fotos posadas, pq com o tempo feio e meio chuvoso não dava para fotografar fora da igreja, o espaço é lindo, mas infelizmente não deu!!!

Cenas do próximo capítulo: “ A FESTA”